Oliveirense-Ol. Moscavide, 2-2: Tavares evita penáltis

Oliveirense-Ol. Moscavide, 2-2: Tavares evita penáltis
Oliveirense-Ol. Moscavide, 2-2: Tavares evita penáltis • Foto: Eclipsolhar
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O Olivais e Moscavide garantiu, ontem, a subida à Liga de Honra, ao empatar a 2 golos no campo da Oliveirense – na primeira mão, vencera por 1-0. Foram muitos os adeptos lisboetas que se deslocaram a Oliveira de Azeméis para festejar este acontecimento, já que se trata da estreia absoluta neste modelo da Liga.

O jogo foi bastante viril e no final o trio de arbitragem saiu sob escolta policial para evitar a fúria dos adeptos oliveirenses – aliás, também o autocarro do Ol. Moscavide teve de se escoltado até à entrada da auto-estrada. O presidente José Godinho lamentou o “proteccionismo” da arbitragem, designadamente à “violência da equipa adversária”, não escondendo o seu desalento pela expulsão do central Laranjeira.

“Temos as imagens do vídeo que são bem explícitas. O segundo cartão amarelo que o nosso jogador sofreu é insignificante se compararmos às entradas duras dos nossos adversários. Isto é uma guerra entre Lisboa e o resto do País”, desabafou o responsável da Oliveirense.

De facto, o árbitro André Gralha acabou por ser o principal protagonista da partida. Apitou em demasia e não interveio quando devia. Permitiu o jogo perigoso e até se deu ao ridículo de mostrar um cartão amarelo a pedido de um jogador.

Os ânimos exaltados, após o desfecho, obrigaram ao reforço das forças da ordem para pôr termo a manifestações nada edificantes. Tudo isto seria escusado se a dualidade de critérios não fosse tão acentuada. Também é verdade que os jogadores complicaram, tal a responsabilidade do jogo e o modelo contestado para apurar as promoções.

Agressividade

O jogo em si foi discutido de fio a pavio. Os dois técnicos optaram por estratégias diferentes como de resto o resultado da primeira mão fazia prever. O Ol. Moscavide teve o mérito de marcar primeiro e passou de imediato a segurar a vantagem.

Reagiram bem os homens da casa que até passaram para a frente do marcador, mercê de uma monumental fífia do guardião Nené numa reposição de bola. As faltas foram demasiadas e só na primeira parte, a título de exemplo, foram cometidas 12 cargas sobre Joel.

Abnegadamente, o Olivais e Moscavide alheou-se da pressão exterior e acabou por ser uma equipa com mais maturidade. A festa terminou com alegria extravasada pelo presidente José Caldeira. “Sinto-me orgulhoso por esta conquista”, disse.

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