Vila Real quer três pontos por falta de comparência e União SAD aguarda decisão da FPF

Duelo da 1.ª jornada da série C estava agendado para este domingo mas não se realizou

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), apesar de ter recebido diversos documentos enviados pelo União SAD, não adiou a partida entre os madeirenses e o Vila Real, da 1.ª jornada da série C do Campeonato de Portugal. Os homens oriundos de Trás-os-Montes, a equipa de arbitragem chefiada por João Costa (Porto) e o delegado ao jogo por parte da FPF, marcaram presença no sintético do Campo Adelino Rodrigues, estando neste recinto de jogo à hora do encontro e permanecendo no mesmo durante os habituais 30 minutos. O Vila Real fez o habitual aquecimento e aproveitou um tempo extra para realizar um mini-treino. Por parte do unionistas, o presidente da SAD, Sérgio Nóbrega, foi acompanhado pelo outro diretor executivo das sociedade, Lino Abreu, tendo este chamado a PSP do Funchal, por volta das 13h30, para apresentar o documento onde alegadamente as autoridades de saúde da Madeira justificavam a não realização da partida, pois o campo não estava com a aprovação do IA Saúde, já que ainda não foi vistoriado e aprovado em termos de saúde pública face à pandemia de Covid-19.

Vila Real acredita na conquista dos três pontos

O plantel do Vila Real deixou o local, após cumprir o que está estipulado pela lei, para se deslocar para o Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo e viajar para o Porto, via Lisboa. O presidente do emblema transmontano, mostrava-se confiante na obtenção dos três pontos e explicou a razão da equipa ter viajado para o Funchal. "A lei é para todos igual. A federação mandou-nos vir a jogo e nós estamos a cumprir. Agora, a FPF é que sabe. Tentaram que nós não viéssemos ao jogo", começou por afirmar Francisco Carvalho, líder do clube. Depois, revelou que o seu clube propôs fazer o jogo em casa, mas os azuis e amarelos recusaram, pois "queriam que fosse disputado em abril e federação não aceitou". Questionado sobre o porquê da presença da equipa na Madeira, o responsável máximo do Vila Real foi direto: "A Federação tem leis e manda. O jogo estava marcado. Vamos ganhar esta partida por falta de comparência do União SAD. Se isso não acontecer, andamos a brincar com o futebol".

União confiante na razão

O União SAD apresentou ao delegado ao jogo um documento do IA Saúde da Madeira, onde se refere que esta partida não estava autorizada face à pandemia e pela não aprovação do local do embate. Durante toda a semana, os responsáveis madeirenses foram sempre dando conta dos contatos estabelecidos com a FPF e mostravam-se confiantes que esta entidade iria adiar a partida. Tal não aconteceu e agora os próximos passos serão dados em termos jurídicos, com os azuis e amarelos a acreditar que irão levar a melhor face à decisão do IA Saúde, onde os treinos coletivos só foram autorizados a 10 de setembro. O CEO do emblema da Madeira mostrou-se confiante: "O União não vai violar as regras das autoridades de saúde da Madeira. A FPF, a AF Madeira e as autoridades de saúde locais estão na posse de todos os documentos que foram trocados ao longo dos dias." Para Sérgio Nóbrega, "caberá agora à FPF tomar as decisões que achar serem as corretas". Este líder considera que esta ausência na partida "não poderá ser entendida como uma falta de comparência". Para o presidente dos unionistas, se for necessário, "nos sítios certos e na altura que isso aconteça, vamos defender o nosso ponto de vista, sempre tendo em conta o parecer das autoridades locais, competentes para este tema". Um tema que promete continuar a ser debatido nos próximos dias, talvez meses, com a polémica habitual existente no futebol português.

Entretanto, a Federação Portuguesa de Futebol publicou, na página destinada aos resultados dos encontros, que a partida entre União SAD e SC Vila Real foi adiada. 

Por João Manuel Fernandes
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