Alex Freitas: «Voltarei a levantar-me aqui no Vitória»

Decidido a relançar a carreira após o que considera “um ano perdido” em Itália

• Foto: Rui Minderico

Depois de um ano "praticamente perdido" em Itália, país em que representou Pro Vercelli e Salernitana, Alex Freitas confessa-se feliz pela oportunidade que o V. Setúbal lhe deu de regressar a Portugal. "Tinha um desejo muito grande de voltar para relançar a minha carreira. A experiência em Itália não foi muito boa. Agora quero esquecer o que ficou para trás e voltar a mostrar o meu valor. No Vitória, com oportunidades e jogos, vou voltar a levantar-me", garante a Record.

Depois de um início de carreira auspicioso, o extremo – que se se estreou com 18 anos na equipa principal do FC Porto e em 2011 foi vice-campeão do Mundo sub-20 por Portugal, tendo inclusivamente marcado um dos golos da final contra o Brasil (derrota 3-2, após prolongamento) – não teve vida fácil, sobretudo, a partir de 2015/16. "No V. Guimarães, tive uma lesão muito grave que me fez estar parado praticamente oito meses. Quando voltei, a equipa estava bem com o Marega, o Hernâni e o Raphinha. Era difícil jogar", recorda.

A falta de oportunidades concedidas por Pedro Martins levaram Alex a rumar a outras paragens, mas sem o sucesso que desejava. "Acabei por ser emprestado ao Moreirense. Fiz a última metade da época, mas foi difícil porque não era um jogo com que me identificasse. Tinha mais um ano de contrato com o V. Guimarães e o Pedro Martins não saiu, por isso achei que era melhor sair do país. Só que a aventura (em Itália) não foi como esperava", admite.

O atacante de 26 anos assinou por duas épocas com os sadinos e promete tudo fazer para retribuir a confiança que o clube depositou nele. "Estou aqui de corpo e alma para dar o meu máximo, para me valorizar e ajudar o Vitória a voltar a ser o que era. Quero ajudar a pô-lo no lugar que merece. Um clube com uma história destas não pode estar a lutar pela permanência até à última jornada", frisa.

«Achei que ia ter este mundo e o outro»

Alex admite ter-se deslumbrado no início da carreira. "Não vale a pena projetar o futuro. Já fui jovem e achava que ia ter este mundo e o outro, mas as coisas não são assim. Quero apenas voltar a ter a alegria que tinha antes, quando jogava. Estou agora a recuperá-la com o míster e os meus colegas." E acrescenta: "Pensava que ia ganhar muito dinheiro e jogar neste e naquele clube. Quando chegamos a profissionais percebemos que as coisas são mais complicadas. Se não tiveres alguém que te indique o caminho, perdes-te. No futebol atual há muita qualidade, mas se não fores forte de cabeça não chegas lá acima."

Por Ricardo Lopes Pereira
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