José Couceiro: «Há um toque no gémeo do Edinho»

Treinador afirma que houve motivo para penálti

• Foto: Lusa
José Couceiro afirmou que houve mesmo motivo para penálti no último lance do encontro com o Sporting, que acabou por dar a vitória sobre os leões e a passagem à final-four da Taça CTT, através da média etária.

"No campo não dei opinião quando me perguntaram. Quando vi na televisão sim, há um toque no gémeo do Edinho. Nas imagens da câmara por trás vê-se que há falta e não vou discutir. Não acho que seja por causa deste lance, nem na questão da justiça no resultado. Se tivéssemos sido eliminados com um empate era um resultado que nos penalizaria. Os vitorianos dizem que o Vitória não é grande, é enorme. Há questões culturais nossas e não só dos grandes. Por vezes protestamos em demasia em relação à arbitragem. Eu percebo a desilusão, obviamente. Esta competição é penalizadora neste aspeto. É muito curta e, com o mesmo número de pontos, passámos nós pela média de idades. Também joguei com isso. Não só com o Varela. O Meyong tem estado muito bem mas não foi convocado porque se tivesse que utilizar um segundo avançado seria ele. Não sabia qual seria o resultado do Varzim. Este fator de desempate existe e temos de jogar com ele. Não pensei neste critério até este jogo. Só para este jogo é que pensei. Percebo a desilusão de um clube que faz o mesmo número de pontos e acaba por ser eliminado por uma média de idades", referiu o treinador à Sport TV.

Ainda sobre o encontro, o treinador explicou que tinha previsto que a partida se ia resolver no final: "Houve um momento em que podíamos ter feito o 2-0. Entrámos muito positivos e a querer ganhar. Evidentemente que estamos a jogar contra uma equipa muito poderosa. Na segunda parte o Sporting foi à procura do empate e tivemos alguns momentos em que tivemos alguma dificuldades em conseguir controlá-los mais à frente. Eu queria isso. Sofremos o golo e desorganizámo-mos. Pedi insistentemente para a equipa ter calma e poder trocar a bola. Tinha-lhes dito que o jogo se ia decidir na parte final e assim foi. O normal neste tipo de jogos é que ou a equipa grande consegue um resultado para gerir ou os jogos decidem-se nos pormenores. Perdemos a organização mas conseguimos ganhá-la, acabando por vencer. É prémio fantástico para estes jogadores. Este grupo tem tido um comportamento muito bom. É um prémio para eles poderem desfrutar de uma semana diferente. Poder estar no Algarve numa final-four. Já que chegámos às meias-finais, vamos tentar a final".

Repetir 2008?

José Couceiro não escondeu a ambição de repetir o feito de 2008, quando os sadinos conquistaram a Taça CTT.

"Em Setúbal, tudo o que seja taças é assim. A minha primeira época foi a época em que o Vitória conquistou a Taça de Portugal, em 2004/05. É evidentemente que nesta época eu trocava. Na Taça de Portugal passou o Sporting, foi mais capaz, mas hoje passámos nós. Para esta massa adepta e para a cidade de Setúbal, as taças têm um valor muito especial. A Taça CTT é muito interessante para nós mas o nosso grande objetivo é conseguir a permanência. O Vitória vive momentos de mudança estrutural. Disse isto na conferência antes do jogo: temos provavelmente o orçamento mais baixo da 1ª Liga. Vivemos com algumas dificuldades em algumas situações. Temos de melhorar e sabemos que custa. Na primeira liga o Vitória consegue ter proveitos e receitas para conseguir essa estabilidade. É importante que o consiga. É um clube de grande dimensão, que representa uma região. Não representa só esta cidade. A nossa função é ajudar. A Taça CTT é um complemento e um prémio. Já que lá estamos, vamos tentar chegar à final", explicou.

Questionado sobre se o clube vai reforçar-se no mercado de inverno, o técnico foi conclusivo.

"Não. Disse isto e reafirmo. Não pedi que viesse ninguém desde que não saia ninguém. Não tenho lista de aquisições e dispensas. É natural que alguém possa sair como saiu o Ruca, porque quer jogar e tinha sido menos utilizado. Subimos o Severino ao plantel principal, um miúdo com muito interesse que tentaremos fazer crescer. Se saírem jogadores importantes na manobra da equipa, veremos. Como disse, O Vitória está num proceso que não é fácil. Os adeptos também sabem. O V. Setúbal não conseguirá dar a volta a isto se não forem os adeptos, o Vitória e a autarquia. É a única forma que vejo de ganhar espaço e de se melhorar tudo isto. Se gostava de mais meios? Claro que gostava. Sabia que no regresso no Vitória seria uma das minhas funções. Sabia o risco, todos os técnicos estão em risco. Da 1ª Liga são só 7 que ainda não caíram. Corremos riscos muito grandes. Isto é uma questão cultural, até falando outra vez das arbitragens. Não podemos estar sempre na corda bamba, mas não há outro caminho para o Vitória. As pessoas não estão satisfeitas. Levamos assobios e umas bocas, mas não vejo que haja outro caminho", terminou.
Por Flávio Miguel Silva e Luís Miroto Simões
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