José Couceiro: «Nada justifica certo tipo de erros»

Treinador admite que o Vitória esteve mal frente ao Estoril

• Foto: Mário Cruz/Lusa

O Vitória de Setúbal somou o terceiro jogo seguido sem ganhar ao perder por 3-0 com o Estoril, e José Couceiro não teve problemas em admitir que a sua equipa esteve muito longe do que pode e deve fazer. 

"Estivemos mal, fizemos um mau jogo. Este foi dos jogos em que demos mais oportunidades ao adversário para transições, porque costumamos estar mais coesos e concentrados. Perdemos e temos de assumir essa responsabilidade. Tínhamos condições para fazer um jogo muito melhor. Já disse e continuo a dizer que não pode haver relaxamento. Apesar de o Vitória ter o seu principal objetivo praticamente garantido, e de estarmos numa fase de observação para o futuro, nada justifica certo tipo de erros", referiu o técnico sadino.

Couceiro desvalorizou ainda que as ausências de Vasco Fernandes e Costinha, dois jogadores fundamentais da equipa. "Não podemos justificar tudo com a ausência do Vasco e do Costinha. Têm sido dos jogadores mais utilizados no Vitória e são importantes para a equipa, mas isso era não ter em consideração os outros jogadores. Tivemos várias oportunidades para voltar ao jogo e não conseguimos marcar, aí descontrolámo-nos. Deveríamos ter tido mais concentração e, sabendo que o Estoril ia explorar claramente as transições, teríamos de ter tido posicionamentos diferentes", acrescentou, frisando: "O resultado é pesado pelo que as duas equipas fizeram. O Estoril foi eficaz nos momentos em que tinha de ser eficaz e nós facilitámos quando não podíamos ter facilitado. Basta ver o segundo e o terceiro golo."

Quanto aos objetivos até ao fim da época, José Couceiro quer ver a equipa a continuar a evoluir. "A questão do sexto lugar nunca foi uma questão nossa. Para mim, é muito mais importante estar a preparar o futuro, para não ter de começar do zero. Há que dar tempo de jogo a alguns jogadores, há jogadores que precisam de ganhar andamento. Isso tem sido feito nos últimos jogos e vamos continuar a fazer. A motivação tem de ser fazer o nosso melhor. Em causa não está o grupo. Agora, obviamente, é comum as equipas chegarem a determinado momento em que a pressão competitiva já não existe. Temos de ter objetivos próprios e, por isso, fixei os 40 pontos. A equipa tem de ter essa postura sempre, pois só assim a equipa cresce. Caso contrário, não estaremos a fazer o melhor para a equipa continuar a crescer", concluiu.

Por Lusa
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