Marco Ferreira: O «herói» do Vimioso que alimenta o sonho

Depois de dizer que “qualquer jogador fica feliz por marcar três golos”, o atleta sadino explicou que “foi a equipa que ganhou o jogo”. Para além de querer ajudar o clube a evitar a descida de divisão, alimenta um outro sonho: “Ser internacional pela Selecção B”

Marco Ferreira: O «herói» do Vimioso que alimenta o sonho
Marco Ferreira: O «herói» do Vimioso que alimenta o sonho • Foto: Miguel Barreira
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MARCO Ferreira cumpriu no sábado aquele que será, certamente o sonho de muitos jogadores de futebol. E como se não bastasse ter marcado três golos, foi ainda o protagonista do encontro, ao operar uma reviravolta no marcador, quando o Vitória de Setúbal perdia em casa por 2-0.

Herói por um dia, este jovem de 24 anos, nascido no Vimioso, faz-se valer da humildade para atribuir à equipa o mérito do “hat-trick”: “Qualquer jogador fica feliz por marcar três golos, principalmente quando os mesmos contribuem para a vitória da nossa equipa, como foi o caso. Quero afirmar, sem falsidades, que foi a equipa que ganhou o jogo e voltou a afirmar que veio para ficar na I Liga, porque o plantel é dotado de bons jogadores, com carácter.”

Com os três golos marcados ao Gil Vicente, Marco Ferreira elevou para seis o seu pecúlio esta temporada, tantos quantos tinha igualmente obtido na temporada anterior, então na II Liga. Descoberto pelo técnico Eurico Gomes, representou o Tirsense, mas rapidamente ingressou no Atlético de Madrid pela mão de Paulo Futre, para experimentar em seguida o futebol japonês. De volta a Portugal, foi para o Paços de Ferreira e, em 99/00, chegou a altura de jogar no Vitória de Setúbal. Só que toda esta “rodagem” não foi espelhada na Selecção Nacional; o jogador conta ter “passado ao lado da Selecção de sub-20”, mas mostra a sua maior ambição: “Ser internacional pela Selecção B”.

Reviravolta “impossível”

Marco Ferreira conseguiu para os sadinos aquilo que parecia uma “tarefa impossível”. A perder por 2-0, a equipa operou uma reviravolta fantástica e acabou por vencer o encontro.

O jogador explicou assim como tudo se passou: “Na primeira parte não estivemos bem e, a agravar as coisas, tivemos algumas infelicidades próprias dos seres humanos em qualquer profissão. O adversário nunca foi superior, limitando-se a aproveitar para marcar dois golos. Na segunda parte entrámos bem e, após o primeiro golo, aumentámos a velocidade, fizemos um forte assédio à área do Gil Vicente e acreditámos que era possível chegar ao empate, para depois pensarmos na vitória. Foi o que aconteceu com o estoicismo de todos”.

Agora, o objectivo “é garantir mais duas vitórias para conseguir o objectivo de todos os setubalenses”.

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