Penafiel-V. Setúbal, 1-4: Defesa tipo queijo suíço foi um fartar vilanagem

Além de erros defensivos grosseiros, o Penafiel foi uma equipa desligada, sem alma, incapaz de reagir

Penafiel-V. Setúbal, 1-4: Defesa tipo queijo suíço foi um fartar vilanagem
Penafiel-V. Setúbal, 1-4: Defesa tipo queijo suíço foi um fartar vilanagem • Foto: Carlos Gonçalves
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A defesa do Penafiel foi um autêntico "queijo suíço", de tão esburacada, e comprometeu qualquer hipótese de discutir o resultado. Não é possível resistir a uma defesa assim, tão permissiva, com destaque para actuação infeliz de Artur Jorge que reeditou uma dupla do Sp. Braga de há alguns anos, com Odaír.

Defesa essa que começou cedo a comprometer. Logo aos 9' o Vitória explorou a lentidão da defesa da casa - Artur Jorge parecia o camião do leite a dobrar o seu lateral - e fez o 0-1. O Penafiel ainda reagiu, aliás, foi mesmo a sua melhor fase no jogo, chegou ao empate três minutos depois, à segunda fífia consecutiva da defesa sadina.

Mesmo sem ligação entre os sectores e sem fluidez de jogo, o Penafiel era, pelo menos, uma equipa combativa perante um Vitória mais compacto, com maior sentido colectivo e que demonstrou conhecer as fragilidades do adversário e ter o trabalho de casa bem feito.

Havia que explorar a lentidão da defesa da casa e a deficiente pressão feita sobre os médios sadinos para colocar a bola nas costas daquela. Nasceu assim o primeiro golo e outros lances tirados a papel químico.

Mesmo assim, o Penafiel viu cair-lhe do ceú um "penalty" inesperado. Mas Clayton à imagem da equipa foi incompetente a cobrá-lo. Como é possível bater um "penalty" para o meio da baliza com um remate rasteiro em vez de o fazer a meia altura?

Se essa falha foi importante, o "xeque-mate" aconteceu à beira do intervalo, com mais uma bola (claro!) metida nas costas da defesa entre o lateral Pedro Moreira e... Artur Jorge. O primeiro derrubou Jorginho e deixou o Penafiel em inferioridade numérica (não pode servir de desculpa para o que se passou a seguir).

No início da 2ª parte, nova falha tremenda de marcação, com Artur Jorge batido na área de cabeça por Auri num lance de bola parada. O Vitória controlou totalmente o jogo a partir daí, praticamente a passo, fez o terceiro (tanto espaço dado por Artur Jorge, um jogador supostamente experiente) e "matou" o jogo.

Aliás, o Penafiel "morreu" ao intervalo, de tal forma se arrastou durante toda a 2ª parte. Meteu dó tanta falta de alma, de chama. A equipa entregou-se completamente - e isso não é um bom sintoma...

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