V. Setúbal-Atlético, 2-1: Sofrimento atlético para chegar a bom fim

A equipa de Alcântara chegou a criar sensação, estando em vantagem no marcador até ao minuto 51; depois, dois golos muito esquisitos ditaram o desfecho da eliminatória favorável a um V. Setúbal “frouxo” que sofreu a bem sofrer

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ESTEVE quase a acontecer Taça, ontem, no Bonfim, num jogo revivalista que juntou duas equipas com história no futebol português e que não se encontravam desde a temporada 1975/76, altura em que os sadinos receberam e venceram os lisboetas por 3-1, em jogo do Campeonato Nacional da I Divisão.

O Atlético, agora na II Divisão B Zona Sul, esteve em vantagem durante 51 minutos, perdeu por mais de uma vez o ensejo de dilatar a vantagem (Gilmar, 25’, e Vasco Varão,33’), e não fosse um lance infeliz do guarda-redes João Paulo, ao minuto 88, o mais certo era o encontro ir a prolongamento, ficando adiada, pelo menos por mais meia hora, a resolução da partida.

A história deste jogo termina de um modo feliz para o V. Setúbal. Os sadinos jogaram muito mal, sobretudo na primeira parte, e se no reatamento Jorge Jesus mexeu na equipa, introduziu-lhe mais velocidade, a verdade é que a equipa raramente atacou bem, acabando por conseguir dois golos com alguma dose de felicidade.

Pelo contrário, o Atlético escreveu uma página bonita na história do jogo. Abordando a partida num 4x5x1 a defender, que se transformava em 4x3x3 nas saídas para o ataque, o Atlético atingiu o ponto alto da sua exibição no primeiro tempo, regressando aos balneários a fazer surpresa, fruto de um golo marcado ao minuto 11, do estreante Dieb, que após um passe da esquerda de Luís Carlos, surgiu na “cara” de Marco Tábuas e atirou a contar.

O V. Setúbal apresentou-se num 4x4x2, com Rui Miguel e Hugo Henrique na frente, apoiados pelos extremos Jorginho e Sérgio Jorge, que íam alternando de posição. Mas a equipa jogava de forma muito lenta e o meio-campo perdia claramente para o do Atlético. No segundo tempo, o Vitória passou a ser uma equipa mais veloz, mas a pecar no último remate. O golo do empate dos sadinos aconteceu num lance fortuito, com Hugo Alcantara a aproveitar uma série de ressaltos na defesa adversária.

Até ao final, acentuou-se a pressão do V. Setúbal. Aos 75’, Vasco Varão travou em cima da linha um remate de cabeça de Rui Miguel. O Atlético defendia como podia, já com três centrais, até que surgiu o golo de Jean Paulista com a preciosa colaboração de João Paulo.

O árbitro Luís Lameira realizou um trabalho fraco. No lance protagonizado por Gilmar, que caiu na área, precipitou-se ao assinalar de pronto a marca de grande penaldiade sem consultar o auxilar que, depois, lhe indicou que a falta tinha sido fora da área.

Vasco Varão em destaque

Vasco Varão foi o melhor em campo. Excelente visão de jogo deste médio do Atlético que ainda evitou um golo do Vitória. O guarda-redes João Paulo não merecia tamanha infelicidade. Do lado sadino, numa noite má, Jorginho e Sérgio Jorge mostraram irreverência e, claro, a Jean Paulista saiu-lhe o brinde da partida.

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