O jogo entre o Fermentelos e o Pampilhosa, a contar para a 13.ª jornada do campeonato de Elite da Associação de Futebol de Aveiro, foi interrompido à passagem do minuto 61, depois do árbitro ter suspendido a partida por, alegadamente, falta de condições de segurança após a expulsão do treinador da equipa visitante. No entanto, o Pampilhosa tem outra versão, bem diferente, e aponta “insultos racistas a um jogador” como o motivo que espoletou toda a situação e que culminou com a expulsão do treinador e com o abandono do campo.
“Tudo começou na primeira parte com insultos racistas ao nosso jogador. Ele conseguiu, à segunda vez, identificar o agressor e avisou o árbitro. O árbitro foi falar com o banco do Fermentelos, mas continuou com o jogo”, explica ao Record, Álvaro Quinteiro, diretor do Pampilhosa.
Ao intervalo, o atleta em causa “apresentou queixa à GNR”, que depois, segundo Álvaro Quinteiro, o informou “que tinham resolvido o assunto”. Só que, na segunda parte, numa altura em que Pedro Moniz, treinador do Pampilhosa, é expulso e se desloca “para a bancada”, os ânimos exaltam-se e o árbitro decide interromper a partida.
“O nosso atleta ouviu de novo, por duas vezes, insultos racistas, e o nosso treinador, em defesa dele, insurgiu-se, sendo expulso. Quando fomos para o balneário, por decisão do árbitro, tínhamos jogadores, depois de toda aquela confusão, que não se sentiam confortáveis em voltar para o jogo e, por isso, tomámos essa decisão. Sabemos que a culpa não é do Fermentelos, mas se compactuarmos com situações destas uma vez, vamos sempre fazê-lo e isso não pode ser. Este tipo de acontecimentos, de insultos racistas, não podem ser normalizados e não podem acontecer num campo de futebol. Vamos até às últimas consequências em defesa dos nossos valores, que são muito mais importantes que três pontos”, frisou o dirigente dos visitantes.
Para Alexandre Silva, diretor desportivo do Fermentelos, o clube da casa “tudo fez para resolver os alegados insultos”. “Quando fomos avisados pelo árbitro na primeira parte, colocámos pessoas naquele local para perceber o que se estava a passar. Ao intervalo o jogador fez queixa. Retomado o jogo, tudo foi normal, até o treinador adversário exaltar-se, ser expulso, e saltar para a bancada atrás do banco e começar a confusão. O árbitro parou o jogo, a GNR pediu reforços, e quando eles chegaram, o árbitro tentou recomeçar o jogo e o Pampilhosa recusou-se”, explica.
Sobre os alegados insultos racistas, Alexandre Silva garante que o Fermentelos “vai esperar pelo relatório do árbitro e da GNR” e que se se confirmar, de alguma forma, que “é verdade a questão do racismo”, que o clube “tudo vai fazer para descobrir quem o fez” e que tomará “as decisões devidas, nomeadamente, impedindo que volte a entrar no estádio”.
Por José Alexandre SilvaExpulsão do treinador dos visitantes terá intensificado a situação
Documento ao qual Record teve acesso revela elementos da massa insolvente a serem incluídos no processo
Na sequência do pedido de encerramento da administradora judicial
Direção garante que vai adotar" todas as medidas ao seu alcance para garantir o funcionamento regular" do clube
Equipa sagra-se campeã da Conferência Este
Estudiantes com duras sanções por parte da federação da Argentina por desrespeito numa guarda de honra ao Rosario Central
Semana europeia correu bem às equipas nacionais
Tarkan Batgün, criador da empresa turca 'Comparisonator', faz análise a pedido de Record e com recurso à Inteligência Artificial
Com os triunfos de Benfica e Sporting na Liga dos Campeões
Emblema de Amesterdão fazia uma dedicatória a um adepto que perdeu a vida recentemente