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O Boavista anunciou, pouco depois da vigília dos Panteras Negras junto ao Estádio do Bessa, a marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 28 de julho, após terem sido recolhidas as assinaturas dos sócios para efetuar tal pedido.
Vários foram os pedidos de explicações durante os protestos e durante o debate que a claque realizou com Rui Garrido Pereira, ação que Record acompanhou in loco e que culminou na decisão de se marcar uma Assembleia Geral Extraordinária o quanto antes.
Entre alguns adeptos e elementos da claque Panteras Negras, destacava-se, além de Filipe Miranda, Álvaro Braga Júnior, antigo presidente da SAD boavisteira e, nas suas próprias palavras, sócio concernado com a situação do seu clube.
"Apanhei o clube numa altura difícil, espero que agora não feche as portas. Conversa com os Panteras Negras? Honestamente, não me surpreendeu, o senhor Presidente já me mentiu por duas ocasiões. Eu escrevi-lhe uma carta, que foi assinada por variadíssimos sócios, dizendo que a situação era complicada e que precisávamos urgentemente de uma Assembleia Geral. Demos-lhe uma semana para decidir, não respondeu. Houve uma reunião com os Panteras Negras, onde estive presente e disse-lhe que desrespeitou vários sócios", explicou, a Record.
E prosseguiu. "Na altura, pela segunda ocasião, disse-me que a próxima Assembleia seria num dia 12. Não este [n.d.r., dia 12 de julho foi este sábado], porque foi há mais tempo. Não houve e não voltou a dar-nos resposta. Quando uma pessoa mente duas vezes, pode mentir muitas mais", criticou o antigo dirigente.
Álvaro Braga Júnior avisou, porém, para a direção atual não se esquecer dos adeptos e sobretudo, "da força que são os Panteras Negras", deixando reparos à forma de comunicação da gestão boavisteira. "Acho que não vão sair bem deste filme. É uma situação muito complicada para a instituição e este tipo de jogadas não resolve o problema. Mas estou ciente que de que há sócios que não vão deixar cair o clube. O Conselho de Administração da SAD tem de fazer várias explicações, quer desportivas quer administrativas. Lamento que o senhor Carmelo Fraille, aqui colocado pelo investidor principal Gerard López, não tenha tido a coragem de vir dar essas explicações aos acionistas. E, depois, transmitiam isso aos associados do clube", avançou o ex-presidente da SAD.
Record conseguiu perceber a extensão do respeito que os adeptos do Boavista têm por Álvaro Braga Júnior, figura consensual no núcleo de associados, durante a vigília dos Panteras Negras. O antigo dirigente foi um dos ilustres presentes e é uma das pontes mais importantes entre a direção do clube e a massa associativa.
Contudo, o antigo dirigente da SAD também está por dentro da situação financeira do clube, e teceu um olhar aprofundado sobre os problemas que estão prestes a culminar na descida administrativa do emblema do Bessa aos campeonatos distritais. Neste sentido, Álvaro Braga Júnior não ilibou o presidente da SAD, Fary Faye, de ter culpa no estado a que o emblema axadrezado chegou, mas apontou a vários outros nomes, tais como o já referido administrador da sociedade desportiva, Carmelo Fraille.
"[Fary] tem responsabilidades, porque o presidente tem sempre, mas não é o mais culpado. Há gente na SAD com grandes responsabilidades. Se este estado financeiro é uma acumulação de problemas? Naturalmente, o Boavista não estava muito fácil há muitos anos, mas se formos ver o aumento do défice, isso é um dos pontos que tem de ser explicado", admitiu Álvaro Braga Júnior.
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