O técnico Petit encara a deslocação a Chaves com a "mesma ambição do início da temporada" e defendeu "a importância de acabar bem a época" com a perspectiva de arrecadar os três pontos para conseguir superar o desempenho averbado na 1ª volta da Liga Bwin, onde o Boavista somou 21 pontos.
"A consciência está tranquila porque realizámos uma boa época, com altos e baixos, como é normal em todas as equipas, mas queremos acabar bem e isso implica tentar vencer para conseguirmos fazer uma segunda metade melhor do que a primeira", comentou Petit, ciente do patamar de equilíbrio da qualidade dos flavienses: "A estatística diz que o Boavista costuma sentir dificuldades com o Chaves, mas é um dado irrelevante porque preparamos todos os jogos da mesma maneira e vamos lutar pelo triunfo para acabar com 44 pontos que, dependendo do desempenho de terceiros, ainda podem garantir o 8º lugar ao Boavista".
Foco de exigência para o jogo de despedida, mas também já a pensar no futuro, até pela obrigatoriedade de colmatar a ausência do guardião Bracali, que colocou um ponto final na carreira na última jornada.
"Deixámos o Bracali pensar bem o que queria fazer e decidiu-se que o último jogo em casa seria a melhor despedida antes de iniciar as novas funções. Por respeito ao grupo nunca revelei muitas vezes quem vai jogar e não o irei fazer desta vez, mas o guarda-redes que vai jogar já sabe qual é a minha decisão", comentou Petit, reconhecendo a importância que a formação poderá ter na construção do plantel das próximas épocas: "Sou um elemento da casa e a estreia do Tiago Machado frente ao Sp. Braga foi um sinal de que estamos atentos. Sei bem o que o Machado fez nos juniores e gostava de poder fazer mais, mas temos de ter calma porque a formação ainda tem passos para dar. Não podemos apostar em todos. A exigência a nível profissional requer um misto de experiência e irreverência, como temos vindo a fazer, pelo que também estamos atentos a outros campeonatos para escolhermos a mentalidade ideal para o Boavista de modo a que os que cheguem estejam preparados para corresponder à história desta casa. Neste contexto recordo o meu percurso, porque andei cinco anos a rodar e a ganhar experiência em outros clubes antes de chegar à equipa principal do Boavista".
Por Pedro Malacó