O técnico Petit escondeu qual será a alternativa estratégica em que apostará nesta jornada em atraso frente ao Estoril para colmatar a vaga do castigado Bruno Onyemaechi, mas não fez segredo da ideia de tentar aproveitar o momento menos positivo que os canarinhos estão a atravessar para dar continuidade à sequência de três jogos sempre a somar pontos.
"Vamos defrontar um adversário que está numa fase menos boa, mas que tem um padrão bem definido e muita juventude com qualidade e processos bem definidos, pelo que a nossa ideia é minimizar os erros que nos custaram alguns pontos e voltar a deixar bons indicadores para continuar a somar pontos", esclareceu Petit, justificando-se para o efeito com os golos sofridos na reta final dos jogos recentes disputados frente ao Chaves e Santa Clara que resultaram em empates.
Já sobre a alternativa para colmatar a vaga em aberto no corredor esquerdo da defesa o técnico apenas vincou que "o Boavista está preparado para jogar em dois sistemas táticos".
"Não vou dar algo que o Nélson Veríssimo possa trabalhar até à hora do jogo, pelo que veremos. Na ala esquerda tanto pode jogar o Mangas, como o Filipe Ferreira e até o Malheiro, como também posso mudar o sistema e lançar o Reggie Cannon. O grupo já sabe como vamos jogar, mas a verdade é que também temos um jogador cuja disponibilidade física ainda não é certa e que pode levar a outra solução", confidenciou o técnico axadrezado, para logo de seguida justificar os motivos pelos quais continua a colocar o horizonte apenas no próximo jogo quando o Boavista está a viver o melhor período classificativo desde que regressou à Liga Bwin: "Eu também passei pelo melhor momento desta casa e depois sei o que aconteceu. Conheço bem as exigências e as expectativas dos nossos adeptos, mas também conheço bem as dificuldades do clube, pelo que não quero estar a prometer algo que pode não acontecer. É mediante este contexto que continuo a reforçar o discurso de valorizar ativos, dar equilíbrio à equipa e promover jovens. No fundo é rentabilizar o grupo, até porque reduzimos substancialmente o orçamento da época passada para esta, de modo que o foco está naquilo que podemos controlar, que é jogo a jogo".
Por Pedro Malacó