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Petit: «Queremos ter bola e evitar a pressão alta do Benfica»

• Foto: Peter Spark / Movephoto

Petit, treinador do Boavista, fez a antevisão ao jogo com o Benfica, marcado para as 18 horas deste sábado:

Que lição tirou do jogo anterior?

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"Sobre o jogo passado, deu para refletir e analisar o que se passou na 1ª parte. Não fomos a equipa consistente que costumamos ser, faltou intensidade ao nosso jogo, demasiado morno, sem criação de situações de golo. Corrigimos ao intervalo, mas podíamos ter feito melhor, com acabámos por conseguir na 2ª parte, embora tenhamos sofrido no nosso melhor momento. Foi um segundo tempo mais à imagem do que mostrámos nos primeiros dois jogos da época."

Jogo com o Benfica

"Trabalhamos sempre da mesma maneira. Vamos defrontar um adversário difícil e a atravessar um bom momento, com muita qualidade e uma forma de jogar completamente diferente da época anterior. Pressionam muito alto e durante os primeiros minutos são uma equipa muito intensa, agressiva no portador da bola, que pressiona com os dois avançados e com os médios. Têm uma pressão eficaz e recuperam muitas bolas em zonas adiantadas cria muitas situações nos primeiros minutos. Trabalhamos em função daquilo que é o Benfica e do espaço que podemos explorar fruto dessa pressão. Para jogar contra este Benfica, tens de ter bola, tens de tirá-la das zonas de pressão e ir para os espaços onde acreditamos que podemos criar perigo. Foi nesse contexto que trabalhamos durante esta semana, Benfica está num bom momento, mas nós jogamos em casa e queremos discutir o jogo pelo jogo, porque o pensamento nesta casa está sempre nos três pontos e queremos responder ao que foi o jogo passado."

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Referência do jogo do Benfica com o Casa Pia

"Estudámos todos os jogos do Benfica e tiramos muitas ilações dos jogos anteriores. Tentamos perceber como o Benfica nos pode criar perigo, o seu poder ofensivo, e aquilo que podemos explorar. Entram fortes nos primeiros minutos de jogo e queremos dificultar ao máximo essa entrada forte, conseguindo ter bola e evitar a pressão encarnada. Temos de ter personalidade, porque tirando-lhes a bola, vamos ter espaço e criar situações. Vai ser um jogo muito difícil e queremos voltar aos resultados positivos."

Hamache de fora

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"O Hamache fez os dois primeiros jogos, depois não trabalhou durante dez dias connosco e não está apto para ir a jogo. Ajudou-nos bastante, mas depois tanto tempo sem trabalhar, não está na melhor forma física."

Ausência de Otamendi no Benfica

"Os treinadores gostam sempre de ter o plantel todo o disponível. Eles não têm o Otamendi, mas pode jogar o Vertonghen ou o António [Silva].  Nós também não temos o Hamache, o Bracali, nem o Luís Santos. Ausências de uns, são as oportunidades de outros. Trabalhamos consoante aquilo que pode ser a dupla de centrais com qualquer uma das alternativas e os jogadores vão estar identificados com o comportamento que devem ter consoante quem jogar."

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Benfica superior ao da época passada?

"É um Benfica diferente, com treinador diferente e com ideias diferentes, à imagem do que apanhei na Alemanha quando era jogador. Gosta de pressionar alto, de futebol apoiado, constrói pelos centrais, mete muita gente no jogo interior, explorando as alas pelos laterais e com os avançados a fazerem permutas interessantes. Está tudo identificado, mas os jogadores terão de conseguir tomar as melhores decisões dentro de campo. Queremos voltar às boas exibições e aos pontos. Sabemos que o jogo terá vários momentos e que o Benfica também tem desbloqueado jogos através de bolas paradas."

Lesão do Bracali

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"No jogo com o Santa Clara, teve uma saída onde prendeu o joelho e sofreu uma pequena lesão. Vai estar parado duas ou três semanas. Mas não está ele, estará o César e o João. O guarda-redes que jogar amanhã vai dar conta do resultado."

Robson Reis disponível

"O Robson Reis já pode ser opção. Na semana passada, mudamos só três jogadores, mas outros mudaram de posição e as dinâmicas são sempre diferentes. O Robson dá-nos mais uma opção importante, um miúdo com qualidade e que está a aprender. Está pronto para ir a jogo."

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Integração de Bozenik e dos restantes reforços

"É normal que o treinador nunca tenha tempo suficiente. Sabemos o que fizemos na pré-época, sabemos o que estamos a fazer com os reforços. Muitas vezes os reforços quando chegam não são para jogar de imediato, mas sim para dar competitividade ao plantel. O Bozenik, tem 22 anos, está a tentar perceber as mecânicas da equipa e o processo de jogo. Teve oportunidade no jogo anterior, mas há outras opções como o Martim, o Salvador Agra, o Kenji Gorré e o Bruno Lourenço. Em termos ofensivos, amanhã, vamos mostrar aquilo que temos trabalhado nestas oito semanas, juntando com uma ou outra nuance."

Peso dos últimos jogos com o Benfica no Bessa

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"Passei pelo Benfica e eles vivem uma fase boa, com os adeptos também a empolgar as suas dinâmicas e vitória, mas sabem que o Bessa é sempre um estádio difícil. Na época passada, estávamos a perder 2-0 ao intervalo e eu disse-lhes que tínhamos de ter coragem para dar dois passos em frente, pressioná-los mais em cima porque eles também erram. Amanhã queremos essa mesma coragem e a capacidade para interpretar os momentos do jogo."

Javi García na equipa técnica adversária

"Os jogadores são outros e os nossos processos vão mudando e evoluindo, pode haver um ou outro momento que ele conhece dos meses em que estivemos em conjunto, mas não penso que tenha grande peso."

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Por Record
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