Os reforços de fevereiro do Boavista já são o núcleo duro
Lito Vidigal apostou em sete dos novos elementos no onze e deixou no banco alguns dos agora ex-indiscutíveis
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Lito Vidigal já deixou bem evidente que vai apostar até ao limite do possível e razoável nos dez reforços de fevereiro que, com ele, chegaram ao Bessa para atacar a fase final da época e tentar conseguir o milagre da permanência. Basta registar que no jogo com o V. Guimarães sete desses dez novos elementos foram titulares, sendo que o lateral Kakay teve direito à estreia como suplente utilizado, restando nestas contas Moussa Koné, que foi suplente, mas acabou por ser poupado e o francês Kurzawa, este a recuperar de uma lesão, depois de ter sido utilizado apenas 18 minutos logo no primeiro jogo da nova era, frente ao E. Amadora.
Nestes últimos quatro jogos, de resto, a influência direta dos reforços na prestação da equipa só foi mesmo notória na receção ao Santa Clara quando o russo Lystsov marcou de cabeça o golo da vitória, mas o que parece já bem evidente é que o treinador não vai abrir mão deste novo núcleo duro na fase decisiva da temporada e em que a maior experiência vai ditar leis. Nesta primeira fase, o que também foi bem notório foram os cuidados redobrados da equipa técnica no que diz respeito aos minutos de utilização destes novos elementos, todos eles, como se sabe, que estavam há muito tempo sem jogar e a maior parte sem conseguir disfarçar essa debilidade física mesmo durante os próprios jogos, como se notou ante o V. Guimarães.
Destes dez jogadores, aliás, apenas um, o camaronês Sidoine Fogning, foi utilizado a tempo inteiro nos quatro jogos o que se compreende pelo facto do defesa estar no Bessa já desde junho do ano passado e, por isso, a treinar regularmente com o restante plantel.
Os ex-indiscutíveis
Certo é que vários nomes do anterior núcleo duro, na ordem de 12/13 que foram mais utilizados por Cristiano Bacci, alguns já nem sequer foram convocados e outros, como sucedeu no último jogo, passaram à condição de suplentes. É o caso de César, Seba Pérez, Joel Silva, Reisinho e Bozeník, agora ex-indiscutíveis na atípica época axadrezada.