Petit: «Ao intervalo disse aos jogadores para não terem receio. Isso é a pior coisa no futebol»

Treinador do Boavista referiu que a sua equipa "não foi o que costuma ser" na 1.ª parte do jogo com o Casa Pia

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• Foto: Tony Dias/Movephoto
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Depois do empate (1-1) com o Casa Pia, Petit considerou que o Boavista "não foi a equipa que costuma ser" na 1.ª parte e revelou o que pediu aos seus jogadores ao intervalo, para procurar inverter o rumo do jogo.

"O Casa Pia é uma equipa com experiência, cínica e que aproveitou muito a nossa primeira parte. Não conseguimos ligar jogo e perdemos muitas vezes a bola no meio-campo, algo que deu origem a transições. Tivemos dificuldades na circulação de bola e na intensidade, fruto também de o relvado ter secado muito rápido. O Casa Pia chegou ao golo e teve mais uma chance, enquanto nós tivemos duas ou três aproximações. O adversário teve maior controlo e não fomos a equipa que costumamos ser. Ao intervalo, disse aos atletas para não terem receio. Isso é a pior coisa no futebol", começou por dizer o técnico dos axadrezados à Sport TV.

"Demos dois passos à frente, ajustámos uma ou outra posição, pressionámos mais alto, demos mais intensidade e ganhámos mais duelos. Circulámos melhor a bola, fruto do adiantamento do Gaius Makouta e do Miguel Reisinho e do posicionamento dos laterais", acrescentou, tendo destacado a melhor imagem dada no segundo tempo.

"Na segunda parte, fomos uma equipa à imagem deste clube. Criámos boas situações, fizemos um golo e penso que o guarda-redes do Casa Pia faz três ou quatro defesas em cima da linha. A nossa ambição tem de ser ir para a frente, discutir o resultado e ganhar. Não o conseguimos. A primeira parte foi má, mas a segunda foi mais à nossa imagem", enalteceu, voltando a reforçar a ideia de que não se pode ter receio dentro de campo.

"Eu tive a felicidade de estar lá dentro [no relvado]. Quando se falham dois ou três passes em zonas proibidas, os jogadores começam a esconder-se um pouco, já não dão muitas soluções de passe, saem dos seus lugares e a equipa fica algo desorganizada e partida. Aí, é preciso ter quem não tenha receio, porque isto é um jogo de futebol. Pior é quando não temos dinheiro para dar aos filhos ou estamos num hospital agarrado às máquinas", sustentou.

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