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Ricardo Paiva: «Os jogadores têm sido uns campeões»
Técnico do Boavista reage ao empate caseiro frente ao FC Porto e destaca compromisso da equipa
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Após o empate a um golo entre Boavista e FC Porto, Ricardo Paiva não escondeu o orgulho nos seus jogadores e fez questão de vincar que a equipa tem trabalhado de forma "séria" pese embora todas as circunstâncias. Em declarações à Sport TV, o técnico dos azadrezados afirmou ainda que o grupo cumpriu de forma competente a estratégia para o jogo.
Devido às circunstâncias da época, mas também do jogo, o empate acaba por ser saboroso?
"Sem dúvida. Fomos competentes no que trabalhámos ao longo da semana. Uma equipa que sabia das mais-valias do FC Porto. Usámos os meios que tínhamos para levar a estratégia para o jogo. Não é desrespeito, mas uma forma para atingir um objetivo que estava delineado."
Este empate pode catapultar a equipa para outro patamar?
"Nós temos que ir paulatinamente atrás do objetivo. Temos trabalhado de forma séria. Os jogadores têm sido uns campeões. Sabemos para onde queremos ir. Vamos fazê-lo com os pés na terra para não entrarmos numa situação ilusória."
Foi importante ter reagido ao golo do FC Porto…
"Foi muito importante. Não deixámos o FC Porto avolumar o pendor ofensivo. É uma equipa que gosta de empurrar os adversários para trás. Com o golo não permitimos que isso se avolumasse. A seguir, houve uma grande defesa do Diogo Costa em que podíamos ter virado o resultado. Na segunda parte tivemos mais dificuldade a sair, mas soubemos sofrer. Disse no balneário que foram uns campeões. Tiveram uma atitude incrível. Muito contente com a atitude dos jogadores. Três pontos só, mas muito contente pela atitude [n.d.r. o Boavista só conquistou um ponto]."
As circunstâncias obrigam-no a não fazer somente a habitual troca por troca, mas sim mudar taticamente a equipa. É desafiante e complicado?
"É um desafio. Não adianta olhar para o que não é mas para aquilo que é. Temos que ser realistas. Mesmo com as soluções que temos conseguimos corresponder. Mesmo os jogadores que jogam fora da posição, acabam por crescer e correspondem de uma forma fantástica. Desafio sim, mas bem identificado. Não vale a pena fazer sangue à volta disso. É desta forma que vamos viver."