Candal e os jogos com o Canelas: «Sócios teriam vergonha se o presidente tivesse medo»

Alberto Ribeiro explica porque é o único que recusa falta de comparência

• Foto: Amândia Queirós

O Candal é o único clube do Campeonato de Elite Pró-Nacional da AF Porto que não vai faltar aos jogos diante do Canelas 2010, equipa onde atuam vários elementos dos Super Dragões e que tem sido acusada pelos adversários de espalhar violência pelos campos.

"Estou numa democracia desde o 25 de abril. E mesmo antes, nunca tive medo. Todos os candelenses, sócios e adeptos deste clube, teriam vergonha se o presidente tivesse medo", explica a Record Alberto Ribeiro, líder do emblema de Vila Nova de Gaia.

O dirigente de 74 anos, presidente desde maio do ano passado "para salvar o Candal", recorda que defrontou o Canelas 2010 há três semanas e não viu "nada de problemático". "Tivemos a maior enchente da época, com cerca de 900 pessoas. Infelizmente perdemos 1-0 e fomos prejudicados pela arbitragem, mas isso é uma coisa normal e acontece-nos em quase todos os jogos", garante.

Recordando que o emblema que dirige tem 112 anos e foi o único em toda a história do concelho de Vila Nova de Gaia a ceder um jogador à Seleção Nacional (António Soares), Alberto Ribeiro garante que o sentimento dos seus jogadores e treinadores é o mesmo. "Eles não são cobardes, como eu também não sou. Se eu tivesse medo comprava um cão - mas não preciso, porque me ofereceram um castro laboreiro que é o meu melhor amigo", brinca.

Sobre a atitude dos outros clubes, que boicotaram as partidas com o Canelas 2010 até final da época, escusa-se a fazer comentários. "Não sou juiz e cada presidente assume as suas responsabilidades. A minha é defender os interesses do Candal e dos seus sócios e adeptos", conclui.

Por Sérgio Krithinas e João Baptista Seixas
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