Márcio Madeira encerra carreira

Notabilizou-se no Nacional, Portimonense, Moreirense e Farense e começou e acabou no Vasco da Gama de Sines

O médio Márcio Madeira anunciou esta terça-feira o fim da sua carreira de futebolista aos 34 anos. A passagem pelo Nacional da Madeira (duas épocas na 1ª Liga) foi o ponto mais alto do percurso do jogador, campeão da 2ª Liga em 2013/14, ao serviço do Moreirense, representando ainda Vasco da Gama de Sines, União Micaelense, Operário da Lagoa, Juventude de Évora, Portimonense e Farense.

A meio da época 2014/15, quando atuava pelo Farense, Márcio Madeira abdicou do profissionalismo, por amor à mãe, que viria a falecer, vítima de doença prolongada, e decidiu regressar à terra natal, Sines, e ao seu primeiro clube, o Vasco da Gama.

"Esta época fiz 18 golos em 19 jogos e no fim da primeira volta era o melhor marcador do campeonato da 1ª Divisão da AF Setúbal mas em alguns desses 19 jogos tive que sair, porque por muito que me cuide não consigo tirar anos aos 35 que já faço (em 19 de agosto)", assinalou Márcio Madeira, numa mensagem nas redes sociais.

"Na próxima época sinto que o meu rendimento ia começar a cair e com naturalidade ia jogar menos, por lesões que cada vez são mais frequentes. Mais vezes substituído ou suplente. Ou ia jogar pelo estatuto que tenho e pelo respeito que me têm. E isto sem treinar regularmente pois já não o consigo fazer, e desde a primeira hora que defendo que quem treina mais joga mais, pois os clubes amadores só sobrevivem assim: não existem melhores nem piores, existe compromisso", acrescentou o jogador.

Márcio Madeira adiantou ainda: "Não quero tirar espaço a miúdos da formação que treinam todos os dias e jogar "só" porque bato uns livres. Não quero acabar assim, a arrastar-me, a ser assobiado por quem me aplaudiu. Já vi esse filme com outros actores e não quero esse papel. No futebol, mais importante que entrar é saber sair na hora certa e esta era a minha, no clube que mais amo e no único possível".

Entre agradecimentos aos clubes que representou (incluindo Benfica e Vitória de Setúbal, nos escalões de formação), a treinadores, dirigentes, roupeiros, fisioterapeutas, colegas de equipa, adversários e adeptos, Márcio Madeira diz que "o futebol deu-me tudo e devo tudo o que sou ao futebol. Não me despeço de algo que vou amar para sempre e ao qual vou estar sempre ligado, quanto mais não seja na bancada. Foi lindo, foi muito mais do que alguma vez imaginei, mas a minha história acaba aqui".  

Por Armando Alves
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