Monte Caparica abandona jogo da AF Setúbal em protesto com a arbitragem

Encontro frente ao Banheirense, disputado no Campo Rocha Lobo, terminou mais cedo

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• Foto: Facebook Monte Caparica
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O jogo entre Monte Caparica e Banheirense, da 29ª jornada da 1ª divisão da AF Setúbal, realizado no Campo Rocha Lobo, foi interrompido aos 63 minutos, quando se encontrava empatado a zero, uma vez que a formação da casa abandonou o campo em protesto contra algumas decisões da equipa de arbitragem.  

Luís Viegas, vice-presidente do Monte Caparica, garante que a decisão se deveu ao duplo critério do árbitro. "Na marcação das faltas, os jogadores do Banheirense avançavam sempre alguns metros, o que é normal, mas connosco isso já não podia acontecer. Na segunda parte, um jogador do Monte Caparica sofre falta, fica com a bola na mão para marcar o livre e o árbitro disse que era mais atrás. O treinador contestou, viu o cartão amarelo e, depois de algumas palavras que dirigiu, acabou por ser expulso, assim como um jogador [Jaka]. Isto é o acumular de várias situações, o público ficou muito exaltado e os jogadores também. Tentámos levar a equipa para o balneário para tentar acalmar a situação, mas o árbitro decidiu acabar com o jogo e depois nem deixou fazer observações no boletim de jogo", frisou.

O Monte Caparica, que ocupa o penúltimo lugar da tabela, está praticamente despromovido. "Vamos descer de divisão mas queremos sair com dignidade, os jogadores não ganham nada, treinam três vezes por semana e ao domingo são constantemente prejudicados, isto é frustrante", lamenta o dirigente do Monte de Caparica que vai tomar medidas sobre o assunto. "Vamos reunir na segunda-feira para decidir se vale a pena continuar em competição ou se é melhor abandonar. Estamos muito descontentes com o que se está a passar porque estamos a pagar para ser prejudicados, mais vale pagar a desistência da equipa. Pensando bem e fazendo bem as contas se calhar não compensa continuar a jogar. Temos andado a ser prejudicados mas não nos temos manifestado publicamente. Contudo, já dissemos à AF Setúbal que estamos praticamente mortos mas queremos morrer com dignidade", completou.

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