Panteras Negras acusam Garrido Pereira de apropriação da marca Boavista Futebol Clube

Associação garante que já formalizou uma exposição junto da administradora judicial do processo de insolvência

Nuno Fonseca, presidente da Associação Panteras Negras, com o microfone na mão
Nuno Fonseca, presidente da Associação Panteras Negras, com o microfone na mão • Foto: Peter Spark/Movephoto
Adicione como fonte preferencial no Google

Nuno Fonseca, presidente da Associação Panteras Negras, rubricou um comunicado oficial onde acusa Garrido Pereira e Reinaldo Ferreira, presidente e presidente adjunto do Boavista, respetivamente, de terem constituído recentemente uma sociedade comercial privada com o intuito de registar em nome próprio a marca Boavista Futebol Clube.

A associação considera que os dois dirigentes elaboraram uma “manobra de esvaziamento patrimonial e de apropriação ilegítima da identidade do Boavista”, bem como anuncia que foi formalizada uma “exposição junto da Administradora Judicial no sentido de salvaguardar uma intervenção  imediata das instâncias competentes” com o objetivo de “impedir a concessão do registo da marca à sociedade privada” e abrir “uma participação criminal junto do Ministério Público para responsabilizar os membros da Direção envolvidos”.

Leia o comunicado da Associação Panteras Negras na íntegra:

"A Associação Panteras Negras, em representação da alma, da voz e dos interesses intransigentes dos adeptos e de todo o universo boavisteiro, vem por este meio público manifestar a sua profunda indignação, revolta e total preocupação face aos recentes acontecimentos relativos à tentativa de apropriação do maior ativo do Boavista Futebol Clube: a nossa Marca.

Temos acompanhado com extrema apreensão a gravidade dos factos denunciados e já comunicados à Sra. Administradora Judicial, Dra. Clarisse Barros. É absolutamente inadmissível e intolerável que, num momento de extrema vulnerabilidade e de processo de insolvência do nosso Clube, elementos da Direção - nomeadamente o Presidente e o Presidente Adjunto (Reinaldo Manuel Lopes Dias Ferreira e Rui Pedro Garrido Pereira) - tenham constituído a sociedade comercial privada "BOAVISTA GLOBAL, LDA.", cujo propósito principal de criação foi, entre outros, requerer junto do INPI o registo em seu nome próprio da marca nacional "BOAVISTA FUTEBOL CLUBE"

(Processo n.° 767721, Classe 41).

Esta manobra de esvaziamento patrimonial e de apropriação ilegítima da identidade, do prestígio histórico e da capacidade de rentabilização comercial do Boavista FC constitui uma afronta direta a todos os sócios, adeptos, credores e à própria sobrevivência do clube. Nenhuma intenção de recuperação pode coexistir com o desapossamento institucional dos símbolos sagrados do Boavista em benefício de interesses privados.

Por este motivo, a Associação Panteras. Negras informa que formalizou e enviou a respetiva exposição urgente à Sra. Administradora Judicial, exigindo a intervenção • imediata das instâncias competentes para:

* A adoção de todas as providências cautelares e oposição formal junto do INPI para impedir a concessão do registo da marca à sociedade privada "BOAVISTA GLOBAL, LDA.";

* A junção desta denúncia ao processo de insolvência e a imediata participação criminal junto do Ministério Público, desencadeando a efetiva responsabilização civil e criminal dos membros da Direção envolvidos.

Continuaremos atentos e na primeira linha da defesa dos superiores interesses do Boavista Futebol Clube.

Pelo Boavista, sempre!

Por ti Boavista, esta bancada não vai cair!

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Coluna Distrital
Notícias
Notícias Mais Vistas