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Organismo presidido por Joaquim Evangelista pede ainda "atenção e exigência no processo de licenciamento de novos clubes"
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O Sindicatos dos Jogadores condenou esta quarta-feira, em comunicado, a gestão do Villa Athletic, clube que tem estado em destaque devido aos salários em atraso dos jogadores, apenas quatro meses depois de ter sido fundado.
O organismo, que é presidido por Joaquim Evangelista, diz tratar-se de um "pojeto ruinoso" que criou "expetativas de condições de trabalho e salários que não tinham qualquer possibilidade de sustentação" e pediu "atenção e exigência no processo de licenciamento de novos clubes".
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Recorde-se que o presidente do Villa Athletic, Fábio Lopes, já veio lamentar a situação e reconhecer que estão a ser "dias difíceis".
Leia o comunicado na íntegra:
"As últimas semanas ficaram marcadas por dois casos particularmente graves no futebol distrital, que deixaram dezenas de jogadores, muitos deles estrangeiros, numa situação de estado de necessidade absolutamente inaceitável.
Depois do caso do CF União Serpense, a situação do Villa Athletic, inscrito na Associação de Futebol de Portalegre, é o resultado de mais um projeto ruinoso, criando a um plantel e equipa técnica a expetativa de condições de trabalho e salários que, manifestamente, não tinham qualquer possibilidade de sustentação.
Este caso do Villa Athletic, em particular, vem demonstrar que, independentemente da zona do país, é preciso atenção e exigência no processo de licenciamento de novos clubes.
O Sindicato tem denunciado e insistido ao longo dos últimos anos na urgência de rever os pressupostos de licenciamento e escrutínio do investimento nos clubes e sociedades desportivas, aumentando a exigência e a prestação de garantias financeiras, sem as quais estes fenómenos continuarão a ocorrer.
Apesar das soluções já encontradas em articulação com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que permitiram um salto qualitativo no licenciamento das competições profissionais, é indispensável maior exigência a este nível.
Estando a acompanhar este caso desde a primeira hora, o Sindicato permanece ao lado dos jogadores que, legitimamente, exigem uma solução e a responsabilização daqueles que os colocaram nesta situação."
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