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Apito Dourado: Azevedo Duarte indiciado por crimes de corrupção

Azevedo Duarte, pai do árbitro Augusto Duarte e vice-presidente da FPF, deixou as instalações do Tribunal de Gondomar cerca das 04:50, no final de um interrogatório iniciado às 22:30 de ontem, tendo-lhe sido fixado termo de identidade e residência, segundo um comunicado lido por um funcionário judicial. 17 horas depois de entrar em tribunal, o ex-juiz não quis prestar declarações.

Contra Azevedo Duarte, que foi suspenso das funções por decisão da juíza Ana Cláudia Nogueira, existem "fortes indícios" da prática de dois crimes de corrupção desportiva activa, a que corresponde uma pena de um mês a quatro anos de cadeia por cada um deles, e dois crimes de instigação ao abuso de poder sob forma continuada, cuja moldura penal é de um mês a três anos de prisão.

Existem ainda "indícios suficientes" da prática de quatro crimes de corrupção desportiva activa e ainda de dois crimes de falsificação de documentos.

Azevedo Duarte está ainda proibido de contactar por qualquer meio ou interposta pessoa os arguidos António Pinto de Sousa, António Henriques, Francisco Couto, Luís Nunes e Carlos Esteves.

Cerca das 22:30 tinham saído do Tribunal de Gondomar dois árbitros, João Macedo e Ricardo Pinto, igualmente acusados neste processo de investigação a alegados casos de corrupção no futebol, que foram sujeitos a termo de identidade e residência e suspensos do exercício de actividades no futebol.

João Pedro Carvalho Silva Macedo, árbitro assistente de 1ª categoria da Associação de Futebol do Porto, foi indiciado da prática de três crimes de corrupção desportiva passiva, a que corresponde uma pena de prisão até quatro anos por cada um deles.

As acusações referem-se aos jogos Pedras Rubras-Gondomar (indícios fortes), Fafe-Vizela (indícios suficientes) e Bougadense- Touzense (indícios fortes).

João Macedo, que estava nomeado como árbitro assistente de helmano Santos para o desafio de domingo entre o Marco e o Chaves (20ª jornada da Liga de Honra), é ainda acusado de três crimes de corrupção desportiva passiva (puníveis com pena de prisão até dois anos por cauda um deles) referentes aos jogos Gondomar-FCP B (indícios fortes), Ermesinde-Gondomar (indícios fortes) e Trofense-Lixa (indícios suficientes).

O outro membro da arbitragem hoje acusado neste processo é Ricardo Emanuel de Sousa Pinto, árbitro principal dos distritais da Associação de Futebol do Porto e árbitro assistente de Sérgio Pereira (2ª categoria).

Sobre ele recaem suspeitas da prática de dois crimes de corrupção desportiva passiva (punível com penas até quatro anos de prisão por cada um deles) nos jogos Pedras Rubras-Gondomar (indícios fortes) e Fafe-Vizela (indícios suficientes).

Está ainda indiciado de três crimes de corrupção desportiva passiva (com uma moldura penal que pode chegar aos dois anos de cadeia por cada um) nos jogos Ermesinde-Gondomar (indícios fortes) e Trofense- Lixa e Bougadense-Touzense (indícios suficientes nos dois casos).

Durante o dia de quarta-feira foram ouvidos na Polícia Judiciária do Porto o ex-árbitro Martins dos Santos, que disse estar proibido de prestar declarações, e Carlos Pinto (funcionário da Liga de Portuguesa de Futebol Profissional).

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