''Apito Dourado'': Lucílio Baptista ouvido pela Judiciária
O árbitro Lucílio Baptista foi hoje ouvido pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do processo sobre corrupção no futebol 'Apito Dourado'. À saída, o juiz internacional recusou esclarecer se é testemunha ou arguido.
Ao abandonar a Direcção Central de Investigação e Combate ao Crime Económico e Financeiro (DCICCEF), em Lisboa, cinco horas depois de ter entrado nas instalações cedidas à PJ do Porto, o árbitro de Setúbal, que estava acompanhado do advogado, recusou revelar em que condição foi ouvido.
Nas instalações da DCICCEF compareceram também os antigos árbitros Jorge Coroado e Vítor Pereira, na qualidade de especialistas de arbitragem.
A imprensa de hoje refere ainda Carlos Esteves, um dos membros do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, e elementos ligados às Associações de Futebol de Lisboa e Setúbal como alguns dos inquiridos entre quarta-feira e hoje.
O árbitro Pedro Proença, que estava intimado para depor ontem, terá apresentado justificação para adiar a sua inquirição.
A operação 'Apito Dourado', que se iniciou em Abril de 2004, já constituiu como arguidos o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Valentim Loureiro, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, a presidente da Câmara Municipal de Leiria, Isabel Damasceno, e vários árbitros, num total de 23 pessoas.