''Apito Dourado'': PJ investiga sete clubes
O processo Apito Dourado chegou ontem à Madeira, com a audição de cinco dirigentes de clubes. Entre eles o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, que afirmou ter sido ouvido pela Polícia Judiciária na qualidade de testemunha.
O dirigente prestou declarações a um grupo de seis elementos da brigada da Direcção de Investigação e Combate ao Crime Económico e Financeiro da PJ do Porto, que se encontra na Madeira, tendo sido apoiada pelos homólogos do arquipélago.
“Fui convocado para prestar declarações e dar informações no âmbito do processo chamado Apito Dourado. Vim na qualidade de testemunha”, referiu Carlos Pereira à agência Lusa, não se mostrando surpreendido. “Houve questões denunciadas por mim há algum tempo.”
Além de Carlos Pereira, José Belo e Ismael Fernandes, presidentes do Machico e do Ribeira Brava, respectivamente, garantiram ter sido ouvidos na qualidade de testemunhas. Antes, de manhã, António Henriques, ex-presidente do Marítimo e ex-membro do Conselho da Arbitragem da FPF já constituído como arguido, António Manuel e António Candelária, líderes do Pontassolense e Santana, respectivamente, também prestaram declarações.
As forças policiais fizeram buscas nos referidos clubes e também no Nacional e no União. Documentação, material informático e listas telefónicas foram elementos recolhidos.
Entretanto, Alberto João Jardim criticou o “timing” desta operação, por ser realizada em vésperas de eleições.