Até sempre, Vítor

Futebol nacional chorou a partida definitiva de Vítor Oliveira. Centenas acorreram a Matosinhos

ADEUS. Corpo de Vítor Oliveira foi a sepultar no cemitério de Sendim
ADEUS. Corpo de Vítor Oliveira foi a sepultar no cemitério de Sendim • Foto: ricardo jr

Ninguém saiu do Tanatório de Matosinhos, local onde se realizaram, ontem, as cerimónias fúnebres do treinador Vítor Oliveira, sem reconhecer que um homem especial partiu deste Mundo. Foram centenas os que dos mais diversos quadrantes e ordeiramente se associaram a esta despedida, que terminou no cemitério de Sendim.

“A morte de alguém é sempre algo que nos toca, mas neste caso é perder um companheiro de muitos anos, é algo muito difícil. Quando se fala de alguém tão bom como ele, como homem, como pessoa, como treinador... Um dia vamos encontrar-nos lá em cima”, afirmou o selecionador nacional Fernando Santos, sem conter as lágrimas. Também presente, Pedro Proença vincou a importância do treinador que partiu no último sábado aos 67 anos. “Um homem que marca indubitavelmente o passado e presente do futebol profissional. É um momento de reflexão, de juntarmo-nos em comunhão e saber que são perdas extraordinárias para o futebol português”, considerou o presidente da Liga.

Já Beto, guarda-redes do Leixões, perdeu um “pai”, recordando alguém com grande peso na sua carreira. “Será para sempre o meu pai no futebol, curiosamente foi a partir do dia em que morreu o meu pai. Tinha uma ligação fortíssima, muito sentimental com o Vítor. É minha obrigação transmitir o legado que nos deixou”, salientou o guardião, de 37 anos. Já José Mota, com uma relação de décadas com o malogrado treinador, elevou a dimensão humana do homem que conseguiu onze promoções à 1ª Liga: “Vivíamos sempre muito ligados, com grande amizade e sempre a ser aquela pessoa que me dava conselhos na hora certa. Gostava muito dele. Era uma pessoa muito diferente.”

Para lá de adeptos anónimos do futebol português e outras entidades nacionais, também a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) fez-se representar nas cerimónias pelo seu presidente Luciano Gonçalves, fazendo questão de, em nome da classe dos árbitros, valorizar o legado que Vítor Oliveira deixou no futebol português.

Por Ruben Tavares
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