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Jogadores, equipa técnica e outros funcionários da época 1998/99 juntaram-se no complexo de campos de treino do Estádio Municipal de Aveiro
Há 25 anos, numa das finais da Taça de Portugal mais improváveis, o Beira-Mar venceu o Campomaiorense por 1-0, com um golo de Ricardo Sousa. No banco, o pai, António Sousa, festejou como nunca o lance de génio do filho, saindo disparado do banco para comemorar uma vitória que foi conseguida muito a custo, uma vez que os aveirenses terminaram o jogo com nove em campo.
Um quarto de século depois, quinze desses "heróis" auri-negros voltaram-se a encontrar para recordar o dia que, como todos dizem, marcou as suas vidas para sempre. O reencontro aconteceu no Centro de Treinos do Estádio Municipal de Aveiro – Mário Duarte, com a promessa de um jogo entre a equipa vencedora da Taça e um misto de veteranos e adeptos do clube.
O resultado, que terminou empatado, foi o que menos importou, mas deu para perceber que há coisas que nem com a idade mudam, entre elas a velocidade ainda de ponta de Quintas, pela ala esquerda, o círculo do terreno – exclusivo, mas de qualidade – onde Ricardo Sousa monta a tenda, a liderança de Gila no centro da defesa, a extravagância de Palatsi na baliza, a formiguinha Fusco sempre em todo lado, a presença de Carlos André no meio, e a irreverência dos mais novos na frente, com Hippi e Casal a serem os "caçulas" a mostrar serviço. Uma palavra para Zé Luís – o Jiboia –, Paulo Sérgio, César Santos e Miguel Ângelo, que permanecem iguais, apenas mais lentos. Fernando Pereira, Jorge Neves e Caetano apresentaram-se – os primeiros ainda a jogar qualquer coisa e o último ao lado do mister Sousa – algo "cansados", mas sempre com a moral em alta.
Momento para a eternidade
A assistência – como o próprio fez questão de frisar – foi de Fusco, mas a arrancada, o drible e o remate vitorioso foi de Ricardo Sousa. Estava feito o golo, e 25 anos depois, o agora treinador define esse, como um "momento para a eternidade". "Ainda hoje, quando estou em Aveiro, as pessoas falam desse golo, acarinham-nos, recordam aquela equipa. Naquele instante, o do golo, senti que poderia acontecer, pois o Fusco, e a equipa, estavam sempre a incentivar para que eu fosse para cima deles, porque podia, a qualquer altura, marcar um golo".
Golo marcado, corrida desenfreada a de António Sousa. A pergunta impunha-se: "foi o pai ou o treinador?". O mister não fugiu à questão, da mesma forma que nunca fugia aos duelos em campo: "Se calhar, fui um bocadinho pai naquele instante. O momento era de euforia, mas foi o Ricardo, e mesmo que de forma inadvertida, acredito que possa ter tido influência", explica. Como jogador, António Sousa, ganhou a final da Taça dos Campeões Europeus, pelo Porto, em Viena. Só essa conquista, por ser um sonho de qualquer jogador, faz sombra à Taça de Portugal, ganha por um "clube que se tornou família".
E é de família que Fusco fala. O único jogador do Beira-Mar que teve, até hoje, o privilégio de levantar uma Taça de Portugal. O médio e capitão, recorda o sentimento de partilha que sentiu nesse dia: "quando levantei a Taça, não fui só eu que a levantei. Foi todo o plantel, a direção, os sócios e todos os aveirenses. Foi um momento único e quando chegámos a Aveiro, o ‘abraço’ que sentimos e recebemos de todos, fica para toda a vida".
Presidente do Beira-Mar hoje e um dos elementos mais entusiasta dos Komandos Duros, claque de apoio do clube há 25 anos, no Jamor, Nuno Quintaneiro Martins, organizou este convívio com a esperança de "reencontrar as referências da altura" e utilizar o momento, em que marcaram presença muitos adeptos, de todas as idades, como "mote de inspiração para o futuro".
Autor: José Alexandre Silva
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