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Campomaiorense-Farense, 1-0: O ponto é quem mais ordena...

“Num jogo de futebol quase sempre de muito má qualidade, o Campomaiorense acabou por ser feliz e conseguiu o que mais queria: três pontos que permitem que o sonho da manutenção continue vivo”

Campomaiorense-Farense, 1-0: O ponto é quem mais ordena...
Campomaiorense-Farense, 1-0: O ponto é quem mais ordena...

QUEM foi domingo a Campo Maior à espera de ver um bom jogo de futebol, deve ter abandonado o Estádio Capitão César Correia com uma sensação esquisita. Boa fatia dos 90 minutos em que Campomaiorense e Farense mediram forças, merecia o seguinte aviso: “Qualquer semelhança com um jogo de futebol de I Liga é pura coincidência.”

Há, é evidente, algumas desculpas que podem, pelo menos, atenuar a frustração. Os raianos, com a corda na garganta, precisavam dos três pontos em disputa como de pão para a boca e a necessidade, em vez de aguçar o engenho, tolheu bastas vezes os movimentos.

Do outro lado estava um Farense já sossegado na tabela classificativa, a dar mostras de uma quebra significativa (já vai em três derrotas seguidas) e quiçá mais preocupado com matérias do foro laboral.

Juntando as peças, obtém-se um quadro capaz de fornecer alguma emoção – especialmente aos adeptos do Campomaiorense, domingo convidados pela gerência do clube, que decidiu abrir as portas – mas perfeitamente impróprio no que toca à qualidade do futebol praticado. Os jogadores, regra geral, mostraram uma afeição pela bola semelhante à que Guterres nutre por Carrilho...

Diamantino Miranda começou o jogo decidido a correr alguns riscos. Armou a equipa em 4x3x3, com um desequilíbrio que mais tarde viria a compensar. No trio da frente, Laelson atacava pela esquerda, enquanto Detinho e Paulo Vida se posicionavam no eixo. Faltava alguém na direita, já que Patacas não conseguia fazer todo o corredor.

À medida que os minutos passavam, e sem que houvesse sinal de abalo na defesa algarvia, Diamantino colocou “mais alguma carne no assador”, trocando Cao por Poejo (55) e depois Miguel Vaz por Jorginho (61). A turma alentejana passou a jogar num 4x2x4 puro e pouco depois (69) aproveitou uma “paragem” da defesa algarvia para abrir o activo.

O essencial estava conseguido e o técnico do conjunto raiano não foi de modas. Tirou um ponta-de-lança (Paulo Vida) e meteu um central (Marco Almeida), que foi actuar na cabeça da área. Ou seja, tratou de fechar a sete chaves o que tinha dado tanto trabalho a conseguir...

Já se disse que o espectáculo foi muito pobre. Também se procuraram explicar as razões raianas. Mas, do lado algarvio, é justo que se sublinhe que em meia dúzia de lances, a maior valia técnica dos seus jogadores fez tremer o Campomaiorense. Paulo Sérgio foi chamado a intervenções de grande nível e a tremedeira apossou-se da maior parte dos alentejanos, jogadores, dirigentes e público incluídos.

Quando Duarte Gomes apitou para dar por terminada a função, um brado de alegria saiu do estádio e deve ter sido ouvido, até, do outro lado da fronteira. Embora o caminho ainda seja pejado de escolhos, há uma luz no fim do túnel que é vista desde Campo Maior. E, se conseguir a manutenção, bem que os raianos podem “agradecer” ao Farense. É que, na presente edição da I Liga, os algarvios foram os melhores fregueses dos alentejanos, com quem perderam os seis pontos que disputaram...

O árbitro

O árbitro DUARTE GOMES realizou um bom trabalho. Tem intuição, interpreta bem o jogo, perdendo-se apenas em alguns lances de “matreirice” dos jogadores. Nada que mais uns quantos jogos não cure. Um reparo, apenas. Pareceu em dificuldades físicas na parte final do encontro, o que é de estranhar num árbitro de 28 anos...

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