Castigo por racismo: Meirim contrariou Comissão de Instrutores da Liga

Conselho de Disciplina da FPF teve mão pesada

• Foto: João Miguel Rodrigues

O acórdão relativo ao castigo de um jogo à porta fechada aplicado ao Sp. Braga, devido a atos racistas dos seus adeptos na deslocação às Aves, revela que foi o Conselho de Disciplina da FPF a assumir a penalização mais dura.

O presidente do órgão, José Manuel Meirim, elaborou mesmo uma declaração de voto em que diz que a Comissão de Instrutores (CI) da Liga ficou aquém do que era possível. A CI considerou que o caso não deveria ser enquadrado no artigo 113º do regulamento disciplinar, que determina jogos à porta fechada por comportamentos racistas, mas sim no 187º, que fala de comportamento incorreto do público e prevê multa entre 510 e 1.530 euros.

Apenas o árbitro Fábio Veríssimo relatou os factos, dado que os delegados disseram que não se aperceberam da situação. Amilton, o jogador do Aves visado, assumiu ter ouvido os gritos de "uhuhuhuh", mas disse que não ouviu ninguém chamar-lhe "preto". Fábio Veríssimo, por sua vez, testemunhou que disse a três jogadores do Aves (Braga, Nélson Lenho e Vítor Gomes) para intercederem junto do Amilton, a quem também se dirigiu, para que não se deixasse influenciar pelos sons da bancada. Por último, o Sp. Braga não tomou qualquer iniciativa pública, junto do jogador ou do Aves, que o distanciasse em relação aos atos de racismo.

Por Sérgio Krithinas
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