Derlei esteve perto da Seleção Nacional: «Em dezembro de 2003 tive lesão no joelho... Foi oportunidade para o Postiga»

Antigo avançado chegou a falar com Gilberto Madaíl sobre a naturalização e processo esteve "encaminhado"

• Foto: Amândia Queirós
Derlei marcou presença no último painel desta quinta-feira do World Scouting Congress, onde falou um pouco da sua carreira e da forma como foi abordado para uma possível chamada à seleção do Brasil e, mais tarde, até chegou a falar com Gilberto Madaíl em 2003, então presidente da FPF, sobre uma eventual naturalização.

"Uma vez recebi uma ligação de alguém no Brasil a dizer que seria convocado para a seleção do Brasil se assinasse com determinado empresário. Isso aconteceu na semana em que ganhámos a Taça UEFA. Disseram-me que tinha de assinar contrato com determinada empresa. Estava a almoçar com o Deco e com o Jorge Mendes e o Deco disse-me que esta não era forma como eu queria ser convocado. Essa convocatória era para jogar na Taça das Confederações em 2003, ano em que muitos jogadores estavam de férias", começou por dizer.

"Algum tempo depois surgiu a possibilidade de me naturalizar português e até falei com o presidente Gilberto Madaíl. O processo estava encaminhado, mas em dezembro de 2003 tive uma lesão no ligamento do joelho e isso complicou. Foi uma oportunidade para o Postiga, que acabou por ir como terceiro avançado. Acho que eu iria por aí", contou.

Avançado começou... na baliza

Derlei recuou ao passado e ao seu trajeto inicial no futebol, que curiosamente não começou com a missão goleadora que o celebrizou. Bem pelo contrário. "Cresci na favela - hoje chamada comunidade - e comecei a jogar com 7 anos na baliza. No entanto, depois dos três remates mandaram-me para a frente porque era muito pequeno. Uma das coisas que melhor me lembro era de jogar contra a parede. Em frente à minha escola havia um campo e eu jogava sempre lá. Foi uma infância onde era tudo muito simples. Mesmo nas comunidades isso [futebol de rua] quase acabou, lá em São Bernardo já não há campos. Hoje em dia estão fechados. Nas favelas perdeu-se o futebol de rua, os campos de terra", afirmou Derlei.

"Em termos de academia, no meu tempo, o Sporting é que dava as melhores condições. O FC Porto e o Benfica ainda estavam a começar. É difícil comparar os jogadores criados na academia e na rua e dizer qual dos dois vai atingir o patamar mais alto. A partir dos 16 anos é que dá para ter mais noção. Tornar-me avançado? Foi por acaso, subi de guarda-redes para trinco porque gostava do número 5, depois fui subindo para médio e acabei por usar o número 11", completou.
Por Diogo Matos
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