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E. Amadora-Farense, 1-2: Nem as estrelas do céu pararam Hassan

TRICOLORES DECEPCIONAM E QUINITO EM «MAUS LENÇÓIS»

NOVE jogos, uma única vitória, um empate e sete derrotas! É este, de momento, o triste saldo da equipa do Estrela da Amadora que, depois de ter sido apontada - antes de o Nacional arrancar - como candidata segura à primeira parte da pauta classificativa, espera, agora, apenas conseguir os pontos necessários para, lá mais para a frente, assegurar a manutenção. E, tendo em conta o que se (re)viu domingo, a tarefa não vai ser nada fácil, pois os tricolores não jogam muito, nem bem...

Sabendo que o adversário não vive, efectivamente, um período de grande fulgor, os algarvios montaram um esquema inteligente para, no mínimo, conquistarem um ponto. Porém, não precisaram de muitos minutos para perceber que, forçando um pouco mais, talvez a recompensa pudesse ser maior.

Manuel Balela escalou três defesa centrais, ordenando que Porto desempenhasse a função de líbero, socorrendo, quando necessário, Paulo Sérgio e Herrera, os responsáveis pela marcação a Gaúcho I e Cadete, respectivamente.

Depois, na zona intermediária - e foi aqui que residiu o segredo da turma visitante -, uma grande concentração de elementos, com Besirovic (direita) e Rúbio (esquerda) a fecharem os corredores laterais e Carlos Costa e Vítor Manuel a controlarem as operações no centro.

Marco Nuno e Carlos Fernandes eram as "muletas" do sempre irrequieto Hassan, embora, quando a equipa defendia, tivessem instruções para reforçar o meio-campo, razão pela qual, várias vezes, o Farense colocou seis pedras naquela zona, impedindo, desde logo, grandes veleidades aos médios contrários.

Perante um Farense bem estruturado, o Estrela (ainda de Quinito) não teve o condão de reformular a sua estratégia que, pese a presença de dois avançados para fazer golos, pecava pela incapacidade de "fabricar" jogo. Pedro Simões e Lázaro, é verdade, bem se esforçaram para levar o conjunto para a frente, mas rara era a vez que conseguiam escapar ao espesso muro formado pelos algarvios no meio-campo.

GOLO NÃO RESOLVE

Curiosamente, o Estrela adiantou-se no marcador. Numa das poucas vezes que a bola chegou aos dianteiros, Gaúcho I aproveitou a colocação menos famosa do guarda-redes forasteiro e marcou.

Um golo pouco merecido e que punia, exageradamente, um Farense que, até então, já era a melhor equipa no relvado do José Gomes (Carlos Fernandes desperdiçara, logo aos oito minutos, soberana ocasião para facturar).

Pensava-se que o golo iria ajudar a serenar os ânimos entre os amadorenses. Puro engano. O Estrela continuou a jogar pouco e mal, ao invés do Farense que, fiel à táctica engendrada, continuou a controlar, alcançando, em cima do intervalo, com total justiça, o empate, através do sempre eficiente Hassan que, como em tantas outras jornadas, demonstrou o seu famoso "killer instinct".

A segunda parte não foi diferente da primeira. O Estrela actuou com coração, mas sem cabeça, enquanto os visitantes foram mais serenos, consistentes e certeiros. Hassan, aos 66', materializou o domínio algarvio e, verdade seja dita, os dividendos podiam ter sido maiores. Carlos Costa, por exemplo, aos 78', podia ter sentenciado o embate, desaproveitando nova boa iniciativa do avançado marroquino.

Até ao final, os locais procuraram pressionar a baliza forasteira, mas nem o facto de actuarem uns minutos em superioridade numérica (duplo amarelo para Vítor Manuel) ajudou a, pelo menos, chegar à igualdade. Aliás, os contra-ataques conduzidos, preferencialmente, pelo veloz Toni foram sempre mais perigosos.

Em suma, êxito justo do Farense, ante um adversário sem "estrelinha". Domingo, as únicas estrelas que se viram foram as que estavam no céu. E nem essas contribuíram para parar Hassan...

Boa estreia do árbitro setubalense na I Liga.

GOLOS

1-0, aos 25', por GAÚCHO I. Após bom lance individual, Pedro Simões desmarca o brasileiro, que, descaído para a esquerda, passa um defesa contrário e faz a bola entrar entre as pernas do guardião algarvio.

1-1, aos 44', por HASSAN. Canto do lado direito que leva a bola até à cabeça de Carlos Costa, que acerta na trave. Na sequência, o marroquino foi o mais lesto e empurrou para a rede

1-2, aos 66’, por HASSAN. Jogada iniciada a meio campo pelo africano, que, com um óptimo passe, solicita Toni na direita; segue-se o centro e é novamente o dianteiro quem, com classe, volta a marcar.
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