Estado gastou 2,5 milhões de euros em policiamento de jogos de futebol

Valor referente ao futebol não profissional apresenta um decréscimo em relaçã à época anterior

• Foto: Pedro Simões

O Estado gastou, durante esta época desportiva, quase 2,5 milhões de euros no policiamento de jogos de futebol não profissional, sendo a maior fatia nos escalões juvenis e inferiores, revelou o Ministério da Administração Interna.

Numa resposta enviada à agência Lusa, o MAI refere que as forças de segurança "só contabilizam os gastos" nos escalões dos juniores, juvenis e inferiores, distritais de seniores e seleção nacional, não existindo números quanto aos grandes jogos, uma vez que "não é feita a contabilidade financeira do policiamento dos jogos" da Liga NOS.

Segundo o MAI, o total de comparticipações do Estado, na atual época desportiva, aos jogos de futebol não profissionais situa-se nos 2,48 milhões de euros, enquanto na época 2015/16, esse valor chegou aos 2,93 milhões.

As camadas juvenis e inferiores, que reúnem os jovens com menos de 16 anos, contabilizaram, durante esta época, 1,2 M€ em policiamento, tendo, na época anterior, totalizado 1,4 M€.

Os dados do MAI indicam também que, na atual época, o Estado gastou cerca de 639 mil euros nos juniores e cerca de 617 mil euros nos campeonatos distritais de seniores.

Já na época desportiva 2015/2016, o total das comparticipações situou-se nos 781 mil euros para os juniores e cerca de 689 mil euros para os campeonatos seniores distritais.

Os gastos com o policiamento nos jogos da seleção nacional ascendem a quase 10 mil euros durante a época 2016/17, enquanto, na época anterior, atingiram os cerca de 25 mil euros.

Segundo a atual lei, o policiamento nos jogos de futebol não profissional não é obrigatório, sendo da responsabilidade dos clubes a avaliação do risco e o pedido para a presença das forças de segurança.

Com verbas oriundas da Santa Casa da Misericórdia, o MAI financia o policiamento dos jogos de futebol não profissionais de acordo com o escalão e faixa etária em 90, 80 e 50 por cento, ficando o restante da comparticipação às forças de segurança a cargo dos clubes.

Em declarações recentes à Lusa, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, afirmou que foi "sempre efetuado policiamento" nos jogos de futebol em que foi solicitado.

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