Evangelista quer condições iguais e regras mínimas para todos os clubes profissionais

Começando por orçamento aprovado e salários em dia

• Foto: João Miguel Rodrigues

O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, manifestou esta sexta-feira o desejo de ver os clubes profissionais iniciarem os campeonatos com as mesmas condições, nomeadamente com regras mínimas e regulamentos.

"Os competidores [clubes] devem estar num plano de competitividade para poderem durante a competição terem as mesmas condições para alcançar um resultado. Deve haver regras mínimas para estar numa competição profissional, desde logo, ter um orçamento aprovado, fiscalizado, cumprido e ter salários que são pagos", começou por dizer o presidente à margem da assinatura de um protocolo com a Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol (APAF).

Joaquim Evangelista insistiu que o "problema do futebol português é que há muitos [clubes] que partem mais à frente do que outros, sublinhando que "o rigor, a disciplina, a exigência, a verdade e a transparência deve existir e só é feita através de regulamentos".

O dirigente confessou ser a favor da introdução das novas tecnologias e pediu que seja retirada a pressão que é feita sobre os árbitros.

"Parece que os problemas do futebol ficam resolvidos com a introdução das novas tecnologias, que nós também defendemos, mas acho que é uma falsa questão e seria inteligente retirar essa pressão dos árbitros", explicou.

Em jeito de conclusão, Evangelista garantiu que "tudo que seja para beneficiar a verdade desportiva terá sempre a concordância do sindicato"

Por outro lado, o presidente da APAF, Luciano Gonçalves, lamentou que a arbitragem seja vista como a grande causa dos problemas na liga portuguesa, assegurando que os árbitros trabalham diariamente para atenuar as suas falhas.

"Claramente que a arbitragem não pode ser o principal motivo de todas as coisas que correm menos bem fim de semana após fim de semana. Infelizmente, nos últimos anos tem sido esse o foco. A arbitragem trabalha para que possa existir cada vez menos erros", reiterou.

Luciano Gonçalves lembrou também que o "principal objetivo da APAF é contribuir para a valorização do árbitro, conseguindo credibilizar a arbitragem e passá-la para o público".

Por Lusa
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