Freitas, o “115”, sobreviveu a dois acidentes aéreos

Antigo central de FC Porto e Belenenses foi homenageado este domingo

• Foto: DR Record

A Freitas chamavam o "115" por ser um central sem grandes atributos técnicos mas que aparecia nas horas difíceis a resolver, nem que fosse para colocar a bola no pinhal. Hoje com 69 anos, o antigo internacional foi homenageado na cidade da Maia, onde tem a sua escola de futebol. A Escola de Futebol 115!

O jogador, que cumpriu nove épocas no Belenenses, sete no FC Porto e que no final de carreira ainda passou pelo Portimonense e pelo Sp. Espinho, esteve acompanhado pelos rapazes e raparigas da sua escola, onde o lema não é ganhar mas praticar futebol. Com emoção à mistura, Freitas aproveitou o momento para contar algumas histórias da sua carreira.

Freitas contou algumas histórias da sua carreira
"Vim para Portugal para estudar mas acabei a jogar no Belenenses e, vejam só, apesar de no meu clube o treinador dizer aos meus colegas para não me passarem a bola, consegui jogar na seleção e fui duas vezes campeão nacional no FC Porto", contou, sempre bem disposto.

Fique-se a saber também que Freitas chegou a ser convocado para uma seleção do Resto do Mundo, alinhando no Maracanã ao lado de Cruyff e de outras vedetas. "Aí, nem olhava para eles, só para não me passarem a bola", disse a propósito desse momento.

Freitas iniciou a sua carreira de treinador no Sp. Espinho e depois de substituir Edmundo Duarte conseguiu sete vitórias e um empate. "Mesmo assim fui despedido", recordou com um grande sorriso.

A seguir, Freitas passou pela prospeção do FC Porto e depois treinou na sua terra natal, Angola. "O que aconteceu com a tragédia desta equipa brasileira chocou-me muito pois quando estive a treinar em Angola um avião que nos transportava caiu mas conseguimos escapar", contou quem pouco depois teve uma viagem atribulada de helicóptero. "Passado um bocado, o helicóptero caiu porque acabou a gasolina", referiu quem sobreviveu assim a um segundo acidente aéreo, voltando a seguir a Portugal.

"Aí, os meus filhos meteram-me na cabeça começar uma escola de futebol e ainda aqui estamos", disse quem nunca recusa "meninos que me aparecem e que não têm condições para pagar a sua inscrição". Porque na escola "115" nunca se recusa a ajuda a ninguém.

Por Eugénio Queirós
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