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Gil Vicente-Penafiel, 0-1: Vendaval minhoto não teve proveito

CRÓNICA

Gil Vicente-Penafiel, 0-1: Vendaval minhoto não teve proveito
Gil Vicente-Penafiel, 0-1: Vendaval minhoto não teve proveito • Foto: Manuel Araújo
O técnico do Penafiel, Luís Castro, assumiu antes da deslocação a Barcelos uma postura absolutamente pragmática. No futebol não existem ciclos, defendeu para contrariar a tendência evidenciada pela três derrotas consecutivas averbadas pela sua equipa. Pelo que se viu do desempenho dos durienses frente ao Gil Vicente, pode agora acrescentar que no futebol também não existe justiça. E que quem nada faz para ganhar também pode ser bafejado com os três pontos.

É notável como mesmo os treinadores menos conotados com os velhos conceitos do futebol português acabam por se deixar levar na onda da caça ao ponto a qualquer preço quando a situação começa a ficar apertada. O desporto-rei é cada vez mais uma indústria onde a produção em série se torna mais relevante do que a expressão artística e os pontos mais importantes do que os meios utilizados para os conquistar. Mais vale admiti-lo de uma vez...

Mesmo saindo derrotado e com algumas agulhas para acertar, Ulisses Morais não tem motivos para dormir de forma intranquila. A sua equipa não fez uma primeira parte brilhante, mas é indiscutível que controlou sempre o jogo. Após o intervalo, soltou-se então um verdadeiro vendaval minhoto, com vagas sucessivas de futebol de ataque a não terem o devido proveito. Carlos Carneiro estreou-se na frente de ataque, andou sempre na zona nevrálgica, mas foi o paradigma da infelicidade mesmo quando os gestos técnicos eram correctos.

Louros

Mesmo contrariando a teoria da ausência de ciclos, o facto é que o Gil Vicente viu assim encerrado um período de seis jogos sem derrotas, no qual somou 14 pontos por via de quatro triunfos. Juntando um pouco de cabeça ao muito coração que demonstrou frente ao Penafiel, vai certamente garantir a permanência sem grandes sobressaltos. Os durienses fizeram uma aposta defensiva e acabaram por recolher louros inesperados. Ganharam alguma margem de manobra na tabela classificativa e aguarda-se ao menos que isso sirva de tónico para que o índice exibicional volte a registar uma melhoria.

António Costa foi interventivo e fez-se respeitar.
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