Grandes assumem alinhamento inédito

Os representantes de Benfica, FC Porto e Sporting tomaram ontem posse como delegados

• Foto: D.R. Record

Os três grandes vão fazer-se ouvir, pela primeira vez em simultâneo, no principal centro de decisão do futebol português. Benfica, FC Porto e Sporting estarão representados na assembleia geral da Federação Portuguesa de Futebol, até 2020, por Paulo Gonçalves, Antero Henrique e Rui Caeiro, dirigentes que ontem tomaram formalmente posse como delegados. Abre-se assim uma nova era na defesa do futebol profissional, onde os emblemas de maior relevo demonstram ser capazes de concertar posições.

Até à entrada em vigor do atual Regime Jurídico das Federações, a Liga detinha 100 dos 500 votos (20%) da AG da FPF, sendo o futebol profissional representado unicamente por aquele organismo. Nesta fase, o topo da pirâmide da modalidade em Portugal possui 21 votos em 84 (25%), tendo a própria Liga apenas um voto, que se soma ao dos 20 clubes que elegeram delegados por unanimidade em assembleia realizada a 28 de março. O voto é secreto e unipessoal, pelo que qualquer clube pode eventualmente pronunciar-se de forma diferente da dos restantes parceiros. Todavia, o trabalho do presidente da Liga, Pedro Proença, tem visado o reforço de um alinhamento que se revele frutífero.

"O futebol profissional voltou a dar, com este processo, uma prova de maturidade e de envolvimento. Estão representados nestes 20 delegados os chamados três grandes, outros clubes com dimensão cada vez mais relevante e também emblemas da LigaPro. Sinal de uma Liga forte, diversa e capaz de contribuir para boas soluções", salientou Pedro Proença.

Peso decisivo

A assembleia eleitoral agendada para 4 de junho, e na qual será escrutinada a continuidade de Fernando Gomes à frente da FPF, surge como o primeiro ponto fulcral de um mandato de quatro anos que coloca Benfica, FC Porto e Sporting no centro de um espaço decisório no qual apenas os leões tiveram assento no anterior mandato, iniciado em 2011. Isto quando a Liga ainda era encabeçada pelo próprio Fernando Gomes.

O consenso estratégico que está a ser forjado dá força aos próprios clubes, mas também à Liga, que possui o estatuto de maior sócio da FPF e pode ter peso decisivo em qualquer votação. Embora os grandes não tenham mobilizado os presidentes para esta tarefa, outros emblemas de 1ª Liga preferiram essa via, tendo avançado Júlio Mendes (V. Guimarães), Silva Campos (Rio Ave), Rui Seabra (P. Ferreira), Rui Pedro Soares (Belenenses), Carlos Pereira (Marítimo), Rui Alves (Nacional), Fernando Oliveira (V. Setúbal) e José Eduardo Simões (Académica).

Por Jorge Barbosa e Vítor Pinto
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