João Amorim procura "equipa que queira ganhar sempre"

Lateral-direito termina contrato com o Arouca após época em que sofreu grave lesão

• Foto: Hugo Monteiro

Seis jogos são o corolário de tempo competitivo de João Amorim na sua segunda temporada em Arouca, menos 30 dos que realizou na primeira época. Tudo por culpa de uma grave lesão no joelho, em agosto, que o deixou quase nove meses sem jogar.

"Esta foi a minha pior época porque, para além de não ter jogado tanto e não ter estado dentro do campo nos momentos cruciais, a minha equipa desceu de divisão", começa por dizer o jogador, de 26 anos, em exclusivo a Record, lamentando a despromoção dos arouquenses ao Campeonato de Portugal.

O regresso foi em abril último, em Faro, e João foi logo titular em virtude de uma lesão de última hora de um colega de equipa. "Um colega meu teve uma infelicidade, o míster optou por confiar em mim. Vi a época quase toda de fora. Tivemos mais acima, mais abaixo, mas trabalhei no meu máximo. Esperei que o míster apostasse em mim. Ajudei a equipa. Empatámos lá. Não foi um resultado muito bom nem muito mau. Foi um resultado bom. Consegui ajudar", afirma, recordando o seu regresso à competição.

Esta foi a segunda vez que Amorim sofreu uma lesão num dos joelhos, a primeira tinha sido com 19 anos, ao serviço do Vitória de Guimarães, mas garante que agora se encontra em perfeitas condições. "Estou completamente a 100%. Na primeira vez que me lesionei no joelho tinha 19 anos, estava no V. Guimarães, e foi na pré-época. Quando voltei, passei a jogar mais pela equipa B e a equipa principal acabou por vencer a Taça de Portugal nessa altura", vinca.

Em final de contrato com o Arouca, João Amorim está aberto a "possibilidades" cá dentro ou lá fora, mas o que interessa é encontrar um clube ambicioso onde possa jogar regularmente. "Estou aberto a todo o tipo de possibilidades. Gostava de abraçar um projeto lá fora, mas tenho noção que depois de uma época em que estive muito tempo fora, tenho de fazer uma temporada consistente para o ano, encontrar outro projeto, uma equipa que queira ganhar sempre e que tenha objetivos ambiciosos, isto em Portugal. Se for um projeto lá fora, procuro que seja algo bom financeiramente e que dê a hipótese de me elevar a outros patamares", conta ainda.

Sobre as duas temporadas em Arouca e esse ciclo que está prestes a fechar-se, Amorim leva as amizades que aí construiu e solidificou. "Na primeira época tínhamos plantel claramente para subir. Nos momentos-chave da época facilitámos e não cumprimos com o objetivo, mas, no geral, o que eu levo dali são as amizades que fiz. É uma vila pequena que sabe receber, como não tinha muita envolvência, nós uníamo-nos mais uns aos outros", conclui.

Por Ruben Tavares
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