Campeonato reduzido para 16 equipas e taças com mudanças: a proposta em cima da mesa para 2022/23

Para evitar "sobrecarga do calendário desportivo, tendo em conta a proximidade do Campeonato do Mundo"

A Liga anunciou esta quarta-feira estar a estudar a redução da Liga NOS para 16 equipas em 2022/23, "evitando uma sobrecarga do calendário desportivo, tendo em conta a proximidade do Campeonato do Mundo do Catar, permitindo a preparação do novo ciclo da UEFA 2024-2027", pode ler-se no documento hoje divulgado. A medida consta nas propostas dos clubes saídas do conjunto de reuniões das Jornadas Anuais da Liga Portugal, organismo liderado por Pedro Proença.

Recorde-se que, em entrevista recente a Record, o presidente da FPF, Fernando Gomes já abordara o tema. "Com 18 clubes são 34 jornadas; e há Taça de Portugal, Taça da Liga… É necessário que haja maior competitividade e equilíbrio de densidade competitiva. Este ano foi atípico, porque começou um mês mais tarde e o calendário teve de ser comprimido. Mas temos que precaver o que vai ser o futuro e fazer essa discussão. Pode passar por uma redução de clubes e reformulação de outras competições. Os cenários estão todos em aberto", disse-nos em fevereiro. "[Sobre a reformulação dos quadros competitivos das competições profissionais]Há conversas nesse sentido, em grande sintonia, com o presidente da Liga. É uma necessidade absoluta reforçada pela reformulação das competições internacionais. Não tenho dúvidas nenhumas de que, em função daquilo que se antevê e já existe, a excessiva carga competitiva tem implicações nas prestações das equipas que estão nas competições europeias. Temos necessidade de nos tornarmos mais competitivos. Há uma sintonia bastante grande com o presidente da Liga neste sentido e já lhe transmitimos que, da nossa parte, terá toda a ajuda que for precisa para que seja uma realidade essa reformulação dos quadros competitivos, que mais necessária se torna se antevirmos numa perspetiva de três/quatro anos, o tempo de maturação até ao início do novo ciclo das competições europeias. Queremos reconquistar o 5º lugar do ranking e, segundo aquilo que se prevê que seja o novo formato das competições a partir de 2024, ter ter três equipas na Liga dos Campeões".

Taça de Portugal, Allianz Cup, Liga SABSEG...

Também em cima da mesa estão alterações à Taça de Portugal - com as meias-finais a passarem a ser disputadas apenas a uma mão e em estádio neutro - e à Allianz CUP: "passar a ser disputada em 3 fases diferentes. Uma 1.ª fase, com 16 equipas da Liga Portugal SABSEG + 12 equipas da Liga NOS (exceção das equipas participantes nas competições internacionais). A 2.ª fase seria disputada entre as 14 qualificadas da fase inicial + 2 equipas que disputarão a UEFA Europa Conference League. A 3.ª fase seria disputada numa fase de grupos com 12 equipas (8 da 2.ª fase + 4 melhores classificados). 4 grupos de 3 equipas cada, onde o vencedor de cada grupo se qualificaria, então, para a Final 4".

Em estudo está também a "criação de um Playoff entre o 3.º e o 4.º classificado da Liga Portugal SABSEG, a ser disputado numa partida, em casa do 3.º classificado – o vencedor disputaria depois um segundo Playoff, frente ao 16.º classificado da Liga NOS, estando em disputa o acesso à Liga NOS. Este mesmo formato da Liga Portugal SABSEG seria, então, replicado para a Liga 3";

Conheça aqui as conclusões apresentadas pelos diferentes grupos de trabalho da Liga, compostos pelos clubes, que serão agora levadas a Assembleia Geral:

Grupo de Trabalho das Competições:


- Possibilidade de redução da Liga NOS para 16 equipas em 2022-23, evitando uma sobrecarga do calendário desportivo, tendo em conta a proximidade do Campeonato do Mundo do Catar, permitindo a preparação do novo ciclo da UEFA 2024-2027;

- A criação de um Playoff entre o 3.º e o 4.º classificado da Liga Portugal SABSEG, a ser disputado numa partida, em casa do 3.º classificado – o vencedor disputaria depois um segundo Playoff, frente ao 16.º classificado da Liga NOS, estando em disputa o acesso à Liga NOS. Este mesmo formato da Liga Portugal SABSEG seria, então, replicado para a Liga 3;

- As meias-finais da Taça de Portugal passarem a ser disputadas apenas a uma mão e em estádio neutro;

- No que toca à Allianz CUP, passar a ser disputada em 3 fases diferentes. Uma 1.ª fase, com 16 equipas da Liga Portugal SABSEG + 12 equipas da Liga NOS (exceção das equipas participantes nas competições internacionais). A 2.ª fase seria disputada entre as 14 qualificadas da fase inicial + 2 equipas que disputarão a UEFA Europa Conference League. A 3.ª fase seria disputada numa fase de grupos com 12 equipas (8 da 2.ª fase + 4 melhores classificados). 4 grupos de 3 equipas cada, onde o vencedor de cada grupo se qualificaria, então, para a Final 4;

- Aposta na potenciação, na sustentabilidade ambiental, na imagem e polivalência das infraestruturas;

- Criação de um Guia de Acessibilidades, auxiliando as Sociedades Desportivas a tornarem os Estádios a tornarem-se acessíveis; 

- Atualização da Sanção Desclassificação, mantendo o mesmo critério quer se trate de uma desclassificação na 1ª ou na 2ª volta, para que as equipas não sejam beneficiadas ou prejudicadas, em virtude de uma qualquer equipa;

- Licenciamento de seis estádios alternativos pela Liga Portugal, nos casos de interdições ou suspensões de recintos, tanto na Liga NOS, como na Liga Portugal SABSEG.

Grupo de Trabalho de Conteúdos e Media:

- Criação de um portal de Acreditação Media, uma ferramenta que surge para facilitar e dar mais transparência a todo o processo de acreditação numa só plataforma;

- Realização do Manual de Realização televisiva;

- Reforço da aposta e criar regulamentação para competições de e-Sports organizadas pela Liga;

Grupo de Trabalho de Marketing:

- Continuidade de investimento no produto visual;

- Desenvolver uma plataforma de venda centralizada de bilhetes destinados às zonas de Cartão de Adepto;

- Apresentação do Thinking Football Summit, feira do Futebol que acontecerá entre 2 e 5 de setembro, na Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, no Porto;

Grupo de Trabalho Financeiro:

- Alterações no Manual de Licenciamento 2021-22, com a introdução de novas rúbricas no Anexo 1, alteração do critério de calendarização, inclusão das transferências definitivas de treinadores e o melhoramento do critério de transparência;

- Promover reunião/Articulação com a FPF com o intuito de validar valores finais do plano do Totonegócio;

- Monitorização e acompanhamento da evolução das verbas decorrentes das apostas desportivas;

- Estabelecer uma distribuição justa e equitativa da receita obtida das apostas desportivas;

- Redução do IVA dos bilhetes nos Espetáculo Desportivos para 6%.

Grupo de Trabalho Jurídico:

- Reformulação do Regulamento das equipas B;

- Reavaliar o modelo competitivo e o regulamento da Allianz CUP, face à intensidade do calendário;

- Definir as linhas de uma proposta de revisão dos diplomas legais vigentes que permita à Liga Portugal e às Sociedades Desportivas a adoção de um modelo mais eficiente e abrangente de escrutínio dos investidores;

- Aumento da sensibilização e reforço das ações de fiscalização no combate à pirataria;

- Reflexão em torno do quadro legal aplicável às habilitações dos treinadores;

Grupo de Trabalho de Prevenção e Segurança:

- Criação de um Departamento de Segurança na Liga Portugal;

- Aposta na formação integrada e contínua de OLA (Oficial de Ligação aos Adeptos) e de ARD (Assistente de Recinto Desportivo);

- Criação da figura do RAD (Responsável de Acessibilidade de Deficientes);

- Acompanhamento da implementação da Lei 113/2019;

- Acompanhamento da implementação do Cartão do Adepto, segundo deliberação governamental:

- Acompanhamento da ZCEAP (Zonas com Condições Especiais de Acesso e Permanência de Adeptos).

Grupo de Trabalho de Tecnologia:

- Atualização e melhoria do sistema ELIGA;

- Inclusão regulamentar do projeto tactical feed;

- Alterações de segurança nas plataformas da Liga Portugal;

- Planeamento de ações de formação em 2021-22 sobre segurança digital;

Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social:

- Criação de um Guia Modelo de Acessibilidades;

- Apoiar as Sociedades Desportivas na implementação das boas práticas ambientais;

- Identificar o papel da Fundação do Futebol - Liga Portugal e das Sociedades Desportivas no desenvolvimento de uma Política de Responsabilidade Social para as suas comunidades.

Por Record
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