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Liga responde ao Governo: «Não acredito que um Executivo que se identifica com a modernidade vá contra a tendência»

Na sequência da entrevista de Paulo Simões Ribeiro, Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, a Record

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Paulo Costa
Paulo Costa • Foto: Liga Portugal

Paulo Costa, diretor executivo da Liga, respondeu esta quinta-feira a Paulo Simões Ribeiro, Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, que , considerou que o "álcool nos estádios pode gerar violência".  O dirigente crê que o Governo não irá "contra a tendência" e dá exemplos de vários países.

"Tal como o sr. Secretário de Estado confirma, a Lei já o permite, mas apenas em determinadas circunstâncias. São exatamente essas circunstâncias e critérios que a Liga tem vindo a trabalhar, em conjunto com as sociedades desportivas, sempre com o conhecimento das diferentes forças de segurança pública e com a APCVD, com quem temos tido variadíssimas conversas evolutivas, muito frutuosas e com decisões favoráveis", começa por referir.

"O facto é que, além de termos já alguns estádios com todos os pressupostos legais garantidos e outros a ultimá-los. Naturalmente, só avançaremos com os pareceres positivos das forças de segurança e de Proteção Civil locais, que manterão sempre a sua autonomia e autoridade quanto a decisões posteriores, com as quais seremos sempre solidários", sublinha.

"Não acredito que um Executivo que se identifica com a modernidade e o reformismo vá contra a tendência do que se passa nas principais ligas europeias, sedeadas em países economicamente mais desenvolvidos. A saber: Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos e Bélgica. Como também não acreditamos que o Governo veja com bons olhos que se continue a vender cerveja e bebidas de alto teor alcoólico, em grande escala e de forma descontrolada, bem à porta dos estádios. O que, além de ser concorrência desleal, provoca diversos problemas na organização dos jogos e nos dispositivos de segurança, com entradas massivas, quase à hora do jogo, de adeptos que consomem todo o tipo de álcool, desmedida e imediatamente antes de cada partida", assinala.

"Qualquer recuo ou ideia de que o processo pode parar até seria desmotivador para a Liga, que, com todas as suas medidas e campanhas preventivas que tem em curso desde o início da temporada, acaba de ter esse fantástico "prémio" que foi o decréscimo de incidentes nos estádios em 37 por cento face à época anterior. Seria um rude golpe para a economia dos todos os clubes e para o bem-estar e experiência dos adeptos."

"Tenho a certeza absoluta de que a Liga e os clubes falam numa voz única e estão todos empenhados. Prova disso, o investimento que estão a fazer nos regulamentos de segurança e nas infraestruturas dos estádios."

"O Futebol Profissional não pode nem deve pagar por uma fatura que não é sua e é legítimo sermos recompensados – a Liga e as sociedades desportivas – pelo trabalho que é semanalmente feito para melhorar o bem-estar e segurança dos adeptos, que têm feito por merecer a confiança para o que agora estamos a propor", termina.

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