Luís Elias: «Clubes ou não conhecem a lei ou estão a escamotear as suas responsabilidades»

Superindentende da PSP e a luta contra a violência nas claques

• Foto: Fernando Ferreira

Luís Elias, superindentende da PSP, sublinhou que os clubes de futebol, assim como as entidades organizativas, como Liga e FPF, devem fazer mais na luta contra a violência no desporto. Em declarações à TVI24, explicou mesmo que a lei prevê a intervenção dos clubes ao nível disciplinar... assim estes estejam dispostos a assumir-se como parte ativa na erradicação do problema.

"Centramos grande parte do nosso debate em 6% dos adeptos que frequentam os estádios. Conhecemos muito bem os GOA e sobretudo os adeptos de risco. Temos de centrar as atenção neles mas os promotores, que são clubes, SAD's e Liga, têm responsabilidades previstas na lei. Temos três níveis de sancionamento: criminal, contra-ordenacional e disciplinar - este ultimo incumbe à liga, FPF e clubees. Um clube de futebol pode aplicar sanções aos adeptos se eles incumprirem os regulamentos de segurança. Os números que estão aqui são por via judicial e administrativa. Se perguntar números da disciplina não há, não há nenhum clube a aplicar sanções disciplinares por cometimento de violência nos recintos desportivos. Portanto, os dirigentes desportivos quando referem que não sabem o que podem fazer ou que não tem responsabilidade, ou não conhecem a lei ou estão a escamotear as suas responsabilidades", referiu Luís Elias.

O superindentende da PSP destacou o facto de, ao abrigo do projeto-piloto iniciado em Braga - envolvendo os principais clubes da zona, como Sp. Braga, V. Guimarães, Gil Vicente e Famalicão -, 99 adeptos terem sido interditados dos estádios só esta temporada. "Em cinco meses é bastante bom, tendo em conta os números anteriores", vincou, referindo que, apesar das notícias sobre violência nos GOA."

"Não podemos dizer que todos os membros dos GOA são criminosos, a maioria não é. Mas existem inúmeras situações e há criminalidade associada aos GOA. Há tráfico de engenhos pirotécnicos, vindos do estrangeiros, de estupefacientes, de armas, furtos, roubos e extorsões. Prova disso são alguns processos judiciais. Há um grande esforço pela polícia para prevenir esses fenómenos. Estes adeptos são, ainda assim, 5, 6% da massa total de adeptos. Sentimos uma crescente sensibilização das autoridades em aplicar a lei mas este fenómeno só se resolve com o envolvimento de todos, nomeadamente dos principais interessados, que são os clubes. Liga, Clubes e FPF são nossos parceiros mas devia assumir as suas responsabilidades. A lei 39 de 2009 teve clara intenção de dar responsabilidade às SAD's. Quem é responsável pela segurança no interior do estádio é o clube", finalizou.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Futebol Nacional

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.