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Antigo guarda-redes internacional português tinha 67 anos. Foi também adjunto de José Mourinho
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Morreu Silvino Louro, vítima de doença prolongada. O antigo guarda-redes de clubes como Benfica, V. Guimarães e FC Porto tinha 67 anos. Foi ainda internacional português em 23 ocasiões. Acabou a carreira no Salgueiros em 1999/00 e em 2000 assumiu o cargo de treinador de guarda-redes da Seleção Nacional, uma função que desempenhou também no FC Porto (2000 a 2004), onde integrou a equipa técnica de José Mourinho e com o qual rumou depois ao Chelsea (2004 a 2008), Inter Milão (2008 a 2010), Real Madrid (2010 a 2013), Chelsea (2013 a 2016) e Manchester United (2016 a 2019). O último cargo enquanto treinador foi cumprido no Al Hilal Omdurman, em 2021, no Sudão.
Substituto de Manuel Bento
Quando chegou à Luz já era internacional A, considerado consensualmente como principal candidato ao lugar que era de Manuel Bento no Benfica e na Seleção. Tinha a vantagem da idade, sabia que o tempo corria a seu favor, mas só depois do Mundial do México, em 1986, deu início ao ciclo como responsável pela baliza encarnada, travando luta complicada e de final incerto contra todos os fantasmas inerentes ao facto de substituir um dos melhores guarda-redes europeus do seu tempo.
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Senhor de uma compleição física notável, que lhe conferia vantagem fora dos postes; seguro no contacto com a bola e hábil com o pé esquerdo, o que lhe dava mais soluções em momentos de aperto, Silvino somou 184 jogos com a camisola benfiquista em jogos a contar para a I Divisão, entre 1986 e 1994, ano em que abandonou o clube, com o título de campeão nacional. No Bessa, a 3 de Junho de 1994, em dia de festa para o clube, fez o último jogo oficial pelos encarnados. No FC Porto, seria bicampeão (1995/96 e 1996/97) antes das três épocas finais no Salgueiros.
Nascido em Setúbal, em 1959, Silvino representou, em resumo, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Desportivo das Aves, Benfica, FC Porto e Salgueiros ao longo de duas décadas como jogador e conquistou oito troféus.
Duas finais europeias
Entre as diversas conquistas de uma longa carreira, a presença na final da Taça dos Campeões Europeus em 1988 (PSV) e 1990 (Milan) constituíram os seus pontos mais altos. Em Estugarda, onde chegou na sequência de campanha em que só sofreu um golo (em Bruxelas, frente ao Anderlecht), perdeu nas grandes penalidades; em Viena só um golo solitário de Rijkaard o desfeiteou.
À família enlutada, Record apresenta sentidas condolências.
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