O futuro de Martínez, a ausência de alguns jogadores da lista final e a influência de Jorge Mendes: o que disse Proença
Presidente da FPF presente na 4.ª Conferência Bola Branca
Presente na 4.ª Conferência Bola Branca, intitulada 'A Excelência no Futebol', Pedro Proença falou sobre as expectativas do Mundial e o futuro de Roberto Martínez. Além de fugir ao tema Jorge Jesus, que recentemente demonstrou vontade em orientar a Seleção, o presidente da FPF ainda falou sobre a ausência de alguns jogadores da convocatória final e negou qualquer influência de Jorge Mendes na Cidade do Futebol.
Vai otimista para o Campeonato do Mundo?
"Não há nenhum português que não vá com grande ilusão. Uma geração de jogadores de talento absolutamente extraordinário. Uma direção técnica altamente capacidade, uma estrutura da FPF que há décadas vem demonstrando a sua capacidade. Nem os portugueses me permitiriam que não fosse ambicioso. Quem tem este conjunto de jogadores, esta estrutura, se não assumir hoje que estamos muito perto de conseguir ser campeões do mundo, não sei quando teremos capacidade de o afirmar novamente. Portugal é campeão em título da Ligas das Nações. Só falta adicionar Brasil e Argentina. Desde que assumi estas funções, não estejam à espera de um presidente que não tenha esta ambição."
Futuro de Roberto Martínez
"Vou plagiar o que o mister Roberto Martínez diz. Há três ideias fundamentais. Primeira questão: o presidente da FPF e o mister Roberto Martínez estão absolutamente alinhados. Segundo ponto que é fundamental: à data de hoje há um foco completo no Mundial. Terceiro e último aspeto, disse o mister Martínez e eu volto a reiterar: em cinco minutos nós resolvemos este tema. Como todas as equipas de trabalho, assim que termina um determinado projeto fazemos a avaliação e em cinco resolveremos essa situação"
Jorge Jesus disse que gostava de treinar a Seleção...
"Não falarei de nomes, como deve imaginar. O que deixo aqui como registo é... nós assistimos às últimas semanas, último ano, dez anos... a forma como os jogadores de alta capacidade falam sobre a vontade de treinar a Seleção. Este deve ser o mérito desta federação. E isto a nós deixa-nos muitíssimos satisfeitos"
Criticas sobre a ausência de alguns jogadores da convocatória final
"Responderei com a delimitação clara daquilo que são os âmbitos e funções de cada um. Ao presidente da FPF não cabe fazer avaliações técnicas sobre jogadores. Era o que faltava. Não tenho qualquer fascínio pelo balneário. É um espaço sagrado de quem tem a orientação técnico-desportiva. Nem mesmo do setor de onde vim. Há um espaço sagrado e essa é uma linha limite que não ultrapasso. Há um selecionador nacional e é assim que acontece. Consigo perceber que há opiniões diferentes, há frustrações de uns e outros que obviamente percebemos quando um jogador, treinador, árbitro não é convocado para estar num Mundial. Felizmente vivi essa alegria. Consigo perceber essa frustração. É respeitar que há opiniões diferentes.
Caso recente que veio à tona sobre António Silva, central que revelou um onze inicial de Portugal antes de um jogo...
"Eu não sou um presidente que não alimento esse tipo de questiúnculas. Nem era presidente da FPF. Não conheço a história, não a alimento"
Pondera convidar CR7 para um cargo?
"Cristiano Ronaldo será o que quiser no futebol português. É um caso absolutamente extraordinário. Não só de notoriedade, de capacidade, de mobilização de marca. Desportivamente é um caso único da formação de talento em Portugal. Será o que quiser no futebol português e Mundial. Teremos tempo para pensar onde Cristiano se sentirá feliz"
Jorge Mendes nunca agenciou tantos jogadores da Seleção Nacional
"Não há interesses económicos a entrarem na nossa Seleção. Acontece no presente, tenho a plena convicção no passado. Existem decisões técnicas. É tão fácil ser presidente da atual FPF porque temos melhores jogadores, melhores técnicos, melhores árbitros e temos dos melhores agentes. É natural que esse agenciamento se faça naquilo que são os nossos melhores jogadores. Na porta da Cidade do Futebol só entra o mérito desportivo. Nem o presidente da FPF tem intervenção em decisões técnicas. Era o que faltava. No final do dia, o que querem jogadores, treinadores e dirigentes é ganhar e isso só se faz com mérito desportivo"