Pai e filho são guarda-redes mas marcam de penálti… em dias seguidos

Nuno e Diogo Viseu contaram a Record uma história repleta de coincidências

Nuno e Diogo Viseu, pai e filho, estão habituados a brilhar entre os postes mas, no passado fim de semana, pisaram terrenos desconhecidos. Partilham o número 99, mas as coincidências não se esgotam aí: ambos converteram um penálti, em dias seguidos, e nem sequer sabiam do feito um do outro. Mas deixemos os protagonistas contar a história.

"Ficou decidido durante o treino que seria eu a bater no próximo jogo. E assim foi, contra o Marinhense tive a oportunidade, assumi a marcação, meti a bola ao cantinho e vencemos 2-1", relatou Nuno Viseu a Record, que aos 44 anos defende as redes do Pelariga e, entre risos, não deixou pormenores por revelar: "Nos aquecimentos treino a marcação de penáltis e bato bem com os dois pés, apesar de ser destro. Na altura decisiva, quando pousei a bola no chão, fiz exatamente o mesmo que o Cristiano Ronaldo. Dei um passo ao lado, inspirei e expirei e nesse momento a baliza encolheu, como se fosse de hóquei em patins. Se nas saídas aos cruzamentos temos que ser decididos, ali não foi diferente. Disse para mim mesmo que não podia vacilar e não falhei, rematei com o pé esquerdo, sem dar hipóteses ao guarda-redes adversário. E com isto evitei ter que pagar um jantar ao meu treinador, já que foi essa a aposta que fizemos caso falhasse".

O mais curioso é que o pai acabou por imitar o filho, de 17 anos, que também havia feito o gosto ao pé no dia anterior, na goleada da Académica-SF ao Sepins (14-0). "Marquei quando já estávamos a ganhar por 7 ou 8. O meu pai ligou-me no dia a seguir e, ao contar-lhe, soube que ele fez o mesmo. Foi o destino!", disse Diogo.

Um misto de "arrepios e lágrimas" invadiram Nuno, na altura da chamada. "Vivo muito os momentos no futebol. O meu filho não vive comigo mas todos os sábados tenho por hábito ligar-lhe para saber como correram os jogos. Nesse sábado curiosamente não liguei e só o pude fazer no domingo, após o meu jogo. Quando perguntei se havia corrido bem, ele respondeu que sim e que até marcou… Eu ia para lhe dizer exatamente o mesmo! Foi uma sensação incrível", contou o mais experiente da família Viseu.

Nuno revela que foi este o primeiro golo da sua carreira, apesar de já levar mais de duas épocas no mundo do futebol onde até passou pelas mãos de Jorge Jesus: "Sou amigo do Sérgio Conceição e, na altura, ele arranjou-me um período à experiência no Felgueiras. Consegui convencer o Jorge Jesus mas depois o clube passou por alguns problemas e não consegui ficar. Quanto ao golo, foi uma sensação fantástica, principalmente por ser um jogo de tanta grande importância para o clube, na luta pela manutenção na AF Leiria". Neste duelo, é Diogo quem leva vantagem, pois já havia marcado na marcação de um livre direto, quando ainda atuava no Condeixa, à imagem do ídolo Rogério Ceni. "Mas também gosto do Van der Saar", acrescentou.

Quanto à marcação de futuros penáltis, ambos admitem que cabe ao treinador a decisão final. Porém, é o pai que ainda tem um último desejo por cumprir: "Espero um dia jogar contra o meu filho ou substituí-lo em campo. Se marcar já foi incrível, isso seria um sonho tornado realidade".

Por Ricardo Granada
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