PJ quis saber se havia dinheiro por fora na U. Leiria

Operação Matrioskas

• Foto: Luís Manuel Neves

A Polícia Judiciária (PJ) decidiu interrogar os jogadores contratados pela U. Leiria na janela de mercado de inverno – Papa Mané, Edgar Abreu, João Vilela, Azevedo, Ernest e Joeano –, no âmbito da ‘Operação Matrioskas’, que levou à detenção do presidente da SAD, o empresário russo Alexander Tolstikov, suspeito de adquirir a maioria do capital social com dinheiro obtido através de atividades ilícitas .

Record apurou que a PJ quis saber se os jogadores apenas recebiam o valor declarado no salário ou havia verbas ‘pagas por fora’, e se estavam informados da ligação do líder da SAD a uma empresa de agenciamento, a D-Sports Agency.

A PJ interrogou também Kirill Kostin, futebolista de origem russa, que ontem explicou ao jornal ‘Soviet Sport’ não saber os motivos da investigação, da qual resultaram também as detenções do diretor-geral Pedro Violante e do assessor Sergey Runitsa.

"Ontem [terça-feira], ligou-me um funcionário do clube a dizer-me que eu tinha de ir à polícia. Fui à esquadra e respondi a algumas questões" sobre "contratos, salário e pessoas que trabalham no clube. Não sei o que vai acontecer. Mas acho que nós, jogadores, não seremos afetados", adiantou Kirill Kostin, antigo jogador do Zenit.

Juniores em perigo

A equipa de juniores passou a integrar a SAD, o que poderá vir a criar um problema ao clube, caso se venha a assistir à extinção da empresa controlada pelos investidores russos. A U. Leiria tem todas as equipas jovens nos nacionais, mas caso a nova SAD venha a ser extinta o clube teria de recomeçar o escalão de juniores na 1ª Divisão distrital.

Evangelista critica falta de escrutínio

"O capital estrangeiro é bem-vindo mas não pode ser qualquer um", alerta Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores, que lembra ter já feito muitos avisos em relação à "entrada de investidores no futebol português sem qualquer tipo de escrutínio".

O Sindicato, refere Evangelista, "apresentou propostas em sede própria de reforço do fair play financeiro, alertou para o fenómeno dos resultados combinados que alguns consideram que é problema dos outros". Por isso mesmo, o líder sindical observa que "não podemos agora invocar desconhecimento ou ficar surpreendidos porque, infelizmente, esta é a realidade do futebol moderno".

Joaquim Evangelista considera que "temos de estar muito atentos" e defende que "as instâncias responsáveis do desporto e especialmente do futebol devem fazer muito mais a nível regulamentar".

O presidente do Sindicato não fecha as portas a capital estrangeiro mas "não a qualquer preço".

Por André Ferreira,Sérgio Krithinas e Joaquim Paulo
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