Presidente do Pevidém ataca FPF: «Chamem a polícia!»

Em causa a ausência de subidas ao Campeonato de Portugal

Rui Machado, presidente do Pevidém
Rui Machado, presidente do Pevidém

O presidente do Pevidém Sport Clube, que liderava o Pró Nacional da Associação de Futebol de Braga quando os campeonatos foram suspensos, está revoltado com as últimas decisões da Federação Portuguesa de Futebol, que impedem os clubes dos distritais de ter vagas diretas para a promoção ao Campeonato de Portugal.

Nas redes sociais, Rui Machado escreveu um longo texto, com o título "Chamem a polícia!". "A Netflix anda a recrutar argumentistas em Portugal? Nada como recrutar na FPF. 'Ozark' e 'Ray Donovan' são histórias de embalar comparadas com esta novela greco-romana de futebol coronavirulenta", afirma o presidente do Pevidém, que acrescenta: "Depois de introduzir temas tais como a opressão dos fortes contra os fracos, da vitória do dinheiro sobre os princípios, pandemia selectiva conforme a 'raça', vem agora a corrupção (ou será extorsão?) e o fascismo. Só falta um pouco de violência e perseguição policial. Acho que chegaremos lá. Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos."

O texto prossegue:

"Todos sabemos que, no futebol, o que se passa acima tem reflexos abaixo. Nada seria mais lógico do que decidir o futuro nas ligas profissionais conforme decisões da FIFA e posteriormente, no nosso caso, da UEFA. E só depois nos escalões secundários e regionais.

E o que fizeram os iluminados dos nossos futebóis? exactamente o contrário. Primeiro anularam os campeonatos de formação para depois ditar o destino do Campeonato de Portugal (CP), do Futsal e do Futebol Feminino.

E aí temos a primeira pérola: diz o comunicado da FPF que, no CP, não haverá subidas nem descidas. Para depois indicar os dois clubes dessa divisão promovidos à II Liga. Indicação essa baseada num critério tão claro como a água do Rio Ganges. E tudo isso antes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional decidir o que fazer nas suas competições.

Entretanto, as associações regionais vão definindo critério conforme as suas latitudes. Aqui sobe, ali desce, acolá ainda não sabem a inclinação mais favorável.

Eis então que surge as primeiras lutas intestinas (do grosso, já pertíssimo do recto). O governo da Républica convoca uma reunião para decidir essa matéria tão importante como é o futebol. O profissional, claro está, mas nem todo. E os convocados são o presidente da FPF e os presidentes dos 3 clubes mais titulados, por sugestão do presidente da SAD que não tem clube, causando indignação dos alguns dos seus pares, os que têm clube mas poucos ou nenhum títulos, nem todos pelos mesmos motivos, e que posteriormente não desmentiriam a douta sugestão que viria a efectivar-se. À última hora, o legítimo representante dos clubes seria também ele convidado. Talvez para assistir à proclamação de Julio César a ditador perante o senado.

Dessa reunião, sairia outra pérola para o colar. A 1ª Liga ia a jogo. A 2ª não. Ambas profissionais, tuteladas supostamente pelo mesmo organismo, mas com direitos diferentes.

Nem vale a pena perder para já tempo com os moldes e procedimentos com que se reiniciará o campeonato. Teremos muito tempo para isso.

O que vale a pena discutir é como é que a 2ª liga representa um perigo para a saúde pública ao invés da 1ª. Não há discussão. O risco é o mesmo.

Então a mensagem "olímpica" que saiu dessa reunião é que o dinheiro é mais importante do que a saúde pública. A toda poderosa Altice fechou a torneira (que raio de contratos terão assinado os clubes??) e redefiniu as prioridades sanitárias. Para quem duvida que as grandes multinacionais superaram o poder político...

Terceira pérola: A FPF, que tinha decidido não haver lugar a subidas ou descidas nos campeonatos sob a sua tutela, para depois indicar 2 clubes a promover à 2ª Liga, achou por bem demonstrar que os sintomas de "paradoxilite" de que é padecedora estariam a aumentar em quantidade e qualidade. Enquanto membro da direcção da LPFP, decide que na tal 2ª Liga, haveria subidas... e descidas!!!! E os visados não tiveram escolha. Só não percebi se foi "tipo":

- Ou aceitas ou não recebes - Extorsão?

- Aceita e toma lá guito - Corrupção?

Finalmente, os gestores das arenas públicas da província, que vão subsistindo à custa do seu próprio erário em muitos casos, uns por vaidade, outros por espírito de missão, vão continuando a pagar o imposto enquanto esperam ansiosamente por um convite para o festim.

Ó Hermes! Ó Diana! Tende piedade de nós!"

Por Bruno Freitas
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