Reinaldo Teixeira e a participação das equipas portuguesas na UEFA: «Devemos olhar para cima e não para baixo»

Presidente da Liga Portugal satisfeito com a prestação europeia e com a solidificação no ranking

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Reinaldo Teixeira
Reinaldo Teixeira • Foto: Hugo Monteiro/Movephoto
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As boas prestações da última temporada e o arranque em grande das equipas portuguesas na UEFA esta época colocam Portugal bem solidificado no sexto lugar do ranking europeu, com boas perpetivas de assegurar uma vaga extra na Liga dos Campeões em 2026/27. Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, olha para esse dado com especial satisfação e espera que a afirmação tenha continuidade.

"Isso diz-nos que as áreas desportivas têm feito um trabalho espetacular. Eu acho que não há noção no universo dos adeptos do esforço que é feito pelas suas sociedades desportivas para colocar ao serviço dos adeptos os jogos, com o esforço que é necessário, a criatividade que é necessária. Depois, vimos que vem acompanhado com um desempenho muito meritório. Atingimos o sexto lugar da UEFA, felizmente com vitórias. Aconteceu agora uma vitória do Sporting, desejamos que hoje aconteça a vitória também do FC Porto e que depois, amanhã, aconteça do Benfica, do Torreense e também do Sp. Braga. Devemos olhar para cima e não para baixo. E é isso que sentimos. É essa a missão, é essa a determinação. E o profissionalismo que cada vez mais existe nas sociedades desportivos levará o futebol a atingir novos patamares", disse o líder do organismo que tutela o futebol profissional, em entrevista com Record realizada à margem da EXPOFUT.

No fundo, Reinaldo Teixeira sente que o futebol português está a crescer. "Na época que terminou, em 2025/26, tivemos telespectadores na ordem dos 58 milhões, tivemos adeptos em estádios na ordem dos 4,5 milhões e tiveemos menos de 37% de concorrências negativas. Nesta época, com um quarto da época decorrida, temos mais de 1 milhão de adeptos em estádio e mais de 11,5 milhões de telespectadores. Numa altura em que o tempo médio do jogo passou para 57 minutos e 45 segundos, ou seja, crescemos mais de 4 minutos. Isso é claramente mérito das sociedades desportivas, mérito dos jogadores, que contribuem para isso, mérito dos próprios árbitros, que também contribuem para isso. E daí a razão pela qual atribuímos um prémio, digamos, a quem teve o melhor tempo do jogo e o árbitro também que teve o jogo com mais tempo útil. E, em simultâneo, também tivemos menos disciplina, ou seja, menos cartões amarelos e menos cartões vermelhos", elogiou o presidente da Liga Portugal.

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