Reinaldo Teixeira: «Este é um momento histórico para o qual todos contribuíram»

Presidente da Liga Portugal reagiu com satisfação à aprovação da chave de distribuição do direitos audiovisuais

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Reinaldo Teixeira, presidente da Liga, na AG
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga, na AG • Foto: José Gageiro/Movephoto
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Após a conclusão da Assembleia Geral Extraordinária que proposta pela Liga Centralização, com 80 por cento de votos favoráveis, Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, destacou o "momento histórico" para o futebol profissional português.

"Hoje foi um dia marcante para o futebol. Todos os aspetos são importantes, mas os mais importantes neste processo é o montante do bolo e a forma de o distribuir. Acordar como é que se distribui sem saber o valor transmite ao mercado compromisso das sociedades desportivas e, ao mesmo tempo, a responsabilização para a Liga, e para mim em particular, para que façamos o melhor para que o bolo seja o maior", referiu o dirigente, lembrando que o voto foi secreto, pelo que não sabe quais foram os três clubes da 1.ª Liga e os quatro da 2.ª Liga que votaram contra.

Ainda assim, Reinaldo Teixeira não deixou de abordar as posições conhecidas de Benfica e Nacional. "Tivemos agora uma sociedade desportiva que recentemente renegociou as suas condições, que foi o caso do Benfica e o segundo, o terceiro e o quarto que ganham mais também conseguiriam melhores valores se renegociassem agora. Por isso, o produto é apetecível. Temos procura por vários operadores televisivos nacionais e internacionais. Temos o compromisso das sociedades desportivas e este é um momento histórico, que muitos tiveram dificuldade ou algum receio em assumir. Todos contribuíram", frisou, acrescentando: "Se todos contribuíram, também muito contribuiu o Nacional. A sugestão que o Nacional defendeu, através do seu presidente Rui Alves, fê-lo com total correção, transparência e sinceridade comigo. Não deu passo nenhum sem falar antecipadamente comigo."

Apesar da aprovação, o presidente da Liga reconhece que "todos queriam mais", mas também "que reconhecem que este é um passo importante". "Se estamos hoje num universo do diferencial máximo de 14.4, entre quem recebe mais e quem recebe menos, nesta proposta agora aprovada passamos esse diferencial para 7.3, uma redução de mais de metade, sendo que fica a indicação que na próxima revisão esse diferencial não será mais do que 4.5. Ou seja, há três momentos: o atual 14.4, fechado neste momento para 7.3 e nova negociação para 4.5. O que de facto prova bem essa vontade", explicou, apontando a um ciclo de cinco ano para a renegociação: " Entendemos que é o período que dá mais conforto ao investidor e que possa valorizar o produto."

Durante a sua intervenção, Reinaldo Teixeira voltou a elogiar o dinamismo da chave de distribuição. "A chave foi construída com base em cinco pilares: parte de equidade, desempenho desportivo (do histórico e na época), infraestruturas, social (ocupação de estádio, audiências) e também a qualidade audiovisual. O que quer dizer que tem tudo a ver com a dinâmica. Quanto melhor eu produzir a imagem, mais ganho. Quanto mais for vitorioso desportivamente, mais ganho. Quanto mais adeptos nos estádios, mais ganho. É uma chave dinâmica. Quem mais recebe, que é o Benfica, terá aqui algum ajuste, mas dependerá do montante que nós conseguirmos encontrar e vender. A regra é que todos vão receber mais. Quem mais sente são os três primeiros, mas, como disse e repito, se for um bolo maior, não se sentirá tanto", atirou, antes de acrescentar: "O próximo passo é continuar a trabalhar para conseguirmos interessar o mundo todo pelo nosso futebol, o nosso produto audiovisual. Acreditamos que vamos conseguir valorizar."

Por agora, não quis avançar com possíveis valores para venda dos direitos audiovisuais. "É irracional dizer um valor agora. O que nós queremos é o máximo possível. Vamos trabalhar para isso, vamos transmitir ao mercado que há condições, que há infraestruturas, que as sociedades desportivas estão comprometidas. Na liga espanhola, o peso no bolo total do valor do internacional são cerca de 43%; na liga inglesa são cerca de 76%. A nossa liga hoje não tem mais de 5%. Por isso há aqui um crescimento grande para fazermos. Vamos tentar trabalhar para conseguir bater o recorde, sempre", sublinhou.

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