Sá Pinto: «Gostava muito de representar a Real Sociedad novamente, agora como treinador»

Antigo avançado dos bascos espera receber convite

• Foto: LUSA

Ricardo Sá Pinto abriu o livro em declarações ao portal 'Coaches Voice', revelando que gostaria de voltar ao País Basco, onde foi feliz na condição de futebolista entre 1997 e 2000. O técnico português sublinhou a vontade de se sentar no banco da formação de San Sebastián, agora noutras funções.

"Recentemente, pensei que houvesse chegado a minha oportunidade de treinar a Real Sociedad, clube pelo qual tenho muito carinho. Passei três anos por lá, como jogador. Tenho na memória, sobretudo, os grandes duelos com Real Madrid e Barcelona. Tive o prazer de enfrentar jogadores fenomenais, como Zidane, Rivaldo, Ronaldo, Roberto Carlos e tantos outros. Tratava-se da liga mais forte do Mundo, na altura. Fui muito bem tratado e vivi anos felizes no País Basco. Foi, acima de tudo, muito divertido. A nossa equipa gostava de jogar à bola. Era um futebol destemido, alegre. Há cerca de dois anos, a Real Sociedad estava a mudar de treinador e eu vivia um momento fantástico. Tinha acabado de ganhar a Taça da Bélgica e ser considerado um dos melhores treinadores do futebol belga naquela época [2017/18]. Acreditei que receberia o convite, mas infelizmente ele não apareceu. Quem sabe um dia. Gostava muito de representar a Real Sociedad novamente, agora como treinador", reiterou o treinador, de 47 anos, que teve o Sp. Braga como último emblema orientado, já na presente temporada.

Sá Pinto garantiu que quer cumprir o objetivo de poder treinar em Inglaterra, algo que não alcançou enquanto jogador. Agradeceu ainda ao Sporting por lhe abrir portas. "Quando parei de jogar, concluí os cursos para treinador e também me formei em comunicação empresarial na universidade. Além de ter feito um mestrado em marketing e gestão do desporto no ISCTE. Paralelamente aos estudos, o Sporting Clube de Portugal abriu-me as portas e tive a oportunidade de ganhar conhecimento em outras áreas, com cargos na direção do futebol profissional e de embaixador do clube", vincou o jogador que passou vestiu de leão ao peito durante nove temporadas, recordando também o Sp. Braga: "Quando saí do clube, estávamos a subir rapidamente no campeonato nacional e atingimos as meias finais da Taça da Liga. Infelizmente o trabalho não chegou ao fim, como era merecido."

O "coração de leão", como vincou que lhe chamam, tem referências como Pep Guardiola e Maurizio Sarri mas preferiu destacar um português: "Há um treinador em especial, que não foi meu técnico, com o qual me identifico mais. Estou a falar de José Mourinho. Quando ele estava no Inter Milão, pude passar uma semana ao seu lado e acompanhar de perto sua rotina de trabalho. Depois, repeti a experiência no Real Madrid. Temos uma boa relação. Tenho por ele muita admiração. A sua capacidade de ler o adversário e se preparar para cada jogo é impressionante", elogiou.

Europeu que ficou por vencer

Ricardo Sá Pinto representou Portugal nos Campeonato da Europa de 1996 e 2000, na condição de jogador. Sobre a fase final jogada na Bélgica e Holanda, o antigo avançado deu conta que a Seleção Nacional desperdiçou uma boa oportunidade para alcançar a glória. 

"Aquela geração de ouro teria nova oportunidade no Europeu seguinte, em 2000. Era praticamente o mesmo grupo de jogadores, obviamente mais maduros. O problema é que a França também tinha uma grande equipa. Jogámos de igual para igual com eles, o resultado poderia ter ido para qualquer lado. Até hoje, acho o pénalti que originou o golo do Zidane, no fim do prolongamento, foi muito polémico. Não tenho a certeza que o árbitro viu a suposta mão do Abel [Xavier]. Infelizmente, ele marcou o penálti e nós viemos embora. Uma vez mais, poderíamos perfeitamente ter chegado à final e vencido o Campeonato da Europa", lamentou.

Por Flávio Miguel Silva
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