Pinto da Costa recusa representar clubes em reunião com operadoras após ser apelidado de "traidor"

Líder portista não esquece críticas de Carlos Pereira, presidente do Marítimo, depois do encontro dos grandes com António Costa

• Foto: José Gageiro

No decorrer de uma longa e tensa reunião da Liga com os clubes da principal divisão portuguesa, Pinto da Costa fez questão de anunciar que, ao contrário do que foi sugerido, não irá integrar qualquer ‘task force’ (juntamente com os presidentes de Benfica e Sporting) para reunir com as operadoras televisivas.

O presidente do FC Porto vincou, de forma evidente, que não gostou de ser apelidado de "traidor", depois de ter participado – com Luís Filipe Vieira, Frederico Varadas, Fernando Gomes, Tiago Craveiro e Pedro Proença – na reunião com o primeiro ministro, António Costa, para debater a retoma da Liga. A afirmação do líder portista teve como alvo principal Carlos Pereira, presidente do Marítimo, que se aprestou a tentar clarificar as suas palavras, algo que Pinto da Costa dispensou, garantindo ter a certeza de saber o teor das afirmações do dirigente insular.

Vítor Pinto e a reunião entre clubes e Pedro Proença: «Foi quente e com discussão violenta a dada altura»
Este foi só mais um episódio tenso de uma reunião ‘quente’ e onde, em certa altura, a posição de Pedro Proença, presidente da Liga, ficou bastante fragilizada, nomeadamente depois de António Salvador, líder do Sp. Braga, ter sido contundente nas críticas a Proença. Porém, o ex-árbitro não deixou de fazer a sua defesa e sugeriu, a quem o deseja ver sair de cena, que apresentasse uma proposta nesse sentido para ser discutida durante a próxima Assembleia Geral, agendada para 9 de junho.

Enquanto ainda não se sabe ao certo o calendário das 10 jornadas que faltam disputar na Liga NOS, nem sequer quais os estádios escolhidos para acolher as 90 partidas em causa, a tensão parece estar cada vez maior no seio da Liga.

A decisão do Marítimo, de colocar em causa o fim e a homologação dos resultados da II Liga (com recurso para o TAD), também está na ordem do dia, sendo outro ponto de discórdia e que afeta, para além de diretamente Nacional e Farense (entretanto promovidos à liga principal), todos os restantes clubes que, tendo em contas as medidas anunciadas pela Liga, garantiram cerca de 180 mil euros, apesar de não jogarem mais esta época. A este propósito, acrescente-se que também o Cova da Piedade – um dos despromovidos administrativamente, juntamente com o Casa Pia – promete avançar para a justiça de forma a questionar a decisão tomada pela Liga.

Por Luís Avelãs e Vítor Pinto
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