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Valentim Loureiro "surpreendido" com a decisão judicial

O mais mediático arguido do processo "Apito Dourado", Valentim Loureiro, indiciado de 23 crimes no âmbito da investigação sobre corrupção e tráfico de influências no futebol, declarou-se hoje "surpreendido" com a decisão da juíza de instrução criminal de Gondomar.

"Admito que neste tipo de situações possam ficar sempre algumas dúvidas. Mas, honestamente, fiquei surpreendido com a decisão, porque julgava que tinha esclarecido tudo", disse o presidente da Liga clubes, nada mais adiantando sobre o processo, tendo em conta os conselhos que afirmou ter recebido nesse sentido da juíza Ana Cláudia Nogueira.

Numa declaração em directo para as televisões, à hora do almoço, o também presidente da Câmara de Gondomar e da Junta Metropolitana do Porto quis sobretudo agradecer a forma como foi tratado pela Polícia Judiciária, juíza e funcionários judiciais "numa situação que não é agradável".

Valentim Loureiro recebeu os jornalistas à porta da sua residência, à Boavista, no Porto, onde se apresentou ainda em roupão.

Sem responder a perguntas, esclareceu a alusão expressa que tinha feito, à saída do tribunal, na noite de sexta-feira para sábado, quanto à solidariedade recebida de Pedro Santana Lopes, autarca de Lisboa.

Valentim Loureiro disse que não quis com isso deixar implícitas críticas a outros dirigentes social-democratas, que não agiram do mesmo modo.

Nos últimos minutos de sexta-feira, Valentim Loureiro, o mais "ilustre" dos 16 implicados na operação desencadeada três dias antes pela Polícia Judiciária, saiu do Tribunal de Gondomar indiciado de 23 crimes.

Segundo o despacho de pronúncia da juíza Ana Cláudia Nogueira, que ouviu Valentim Loureiro durante quase 10 horas, o presidente da Liga está indiciado de 18 crimes de corrupção desportiva activa sob a forma de cumplicidade, quatro crimes de tráfico de influência e um crime de corrupção passiva para acto ilícito.

A Valentim Loureiro foram ainda aplicadas as medidas de coacção de termo de identidade e residência e suspensão das funções de presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto SA e presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

O também presidente da Câmara Municipal de Gondomar está igualmente proibido de contactar com os demais arguidos no processo, tendo ainda de pagar uma caução de 250 mil euros, no prazo de 15 dias.

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