Walking Football tem cada vez mais praticantes em Portugal
FPF espera adesão a este jogo dedicado a equipas mistas e aos desportistas com mais de 50 anos
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O Walking Football está a crescer em Portugal. A variante do futebol dedicada a pessoas com mais de 50 anos e jogada sem correria, em equipas mistas e sem guarda-redes, tem cada vez mais adeptos.
Aproveitando esta adesão do público a FPF quer envolver cada vez mais clubes e entidades na implementação de programas do jogo como parte da prevenção e controlo de doenças crónicas.
Em 2022, 45% da população em Portugal tinha 50 ou mais anos de idade e é o país da União Europeia a envelhecer a um ritmo mais acelerado (segundo o Eurostat). Embora se saiba da importância da atividade física para um envelhecimento saudável, 91% da população 55+ diz que nunca ou raramente faz exercício ou pratica desporto.
Sendo o povo português apaixonado por futebol - um estudo recente confirmou que 74 por cento segue o jogo - esta variante junta o útil ao agradável, até pelas regras. O campo é reduzido, com dimensões semelhantes aos do futsal, não é permitido correr - é obrigatório ter sempre um pé no chão, e cada jogador não pode dar mais de três toques seguidos na bola. Não vale levantar a bola acima da cintura, as balizas são baixas (um metro) e não há guarda-redes. Também não é permitido qualquer contacto físico entre os jogadores.
Este futebol está a convencer muitos praticantes, habituados a jogos entre amigos mas normalmente com as regras universais, além desse ter pouco participação de senhoras. Num estudo feito em 2018 em Portugal, após o cumprimento de um programa em que jogadores com mais de 60 anos participaram num programa de mais de 48 sessões de treino, houve elevados níveis de adesão (mais de 80%) e no final, numa escala de 1 a 5, a maioria respondeu com nota 5 à questão do divertimento que proporciona a participação no Walking football.
No final da época passada havia em Portugal 354 os praticantes federados. Com uma média de idades de 65 anos, os 262 homens (74%) e 92 mulheres (26%) distribuíam-se por 32 clubes de 19 Associações. Segundo um estudo da Portugal Football Observatory os praticantes desta variante melhoraram a qualidade de vida, aptidão cardiorrespiratória, força muscular e os níveis de equilíbrio.
Assim, não é de estranhar que a FPF, que criou as regras deste futebol, tente chamar mais associações e clubes a aderirem a este jogo, visto que com este crescimento o mais natural será aparecerem cada vez mais sub-90 com vontade de jogar Walking Football.